* Por Alessandra Duarte

Inovação não é apenas um termo utilizado pelo profissional de tecnologia e sim, por aqueles que querem se reinventar ou aprender algo novo. Com o tempo, percebemos que temos condições de fazer diferente mesmo quando não enxergamos uma luz no fim do túnel. 

O isolamento social que vivemos nos últimos anos devido a Covid-19, transformou a vida de muitas pessoas, de forma social, econômica e emocional. Todas essas transformações trouxeram preocupações e reflexões por aquilo que antes era cotidiano, como estar perto de familiares e amigos, viajar, ir e vir e gerenciar ou montar um time à distância. Mas, o que aprendemos com tudo isso? 

Muitos de nós, tivemos que inovar, tanto em relação à carreira, ofícios e a forma de se relacionar. A palavra inovar é derivada do latim innovare, que significa “fazer novo”, renovar, restaurar, introduzir novidade, fazer algo como não era feito antes. 

Inovação é a criação de coisas novas ou o rearranjar de coisas antigas, mas de uma nova forma, envolvendo dois elementos fundamentais: criatividade e ideias novas. E foi assim que fizemos nas relações pessoais e profissionais nos últimos anos, devido ao isolamento social. 

Quantas pessoas transformaram sua casa em escritório? Quantas pessoas tiveram que adaptar sua rotina profissional com os afazeres do lar? Quantas pessoas tiveram que se reinventar por terem perdido seu emprego? Quantas pessoas tiveram que ser resilientes ao convívio com seus familiares? Quantos relacionamentos se findaram devido a rotina enfrentada?  

Em meio a esse cenário caótico de perdas, incertezas, desempregos, lágrimas, medos e saudades, sabemos que o que ficou e ficará, será o aprendizado de darmos continuidade de onde estivermos e de sermos resilientes, não importa a situação. 

Hoje a capacidade de inovar é uma competência muito valiosa que deve ser reconhecida nas pessoas em qualquer âmbito de sua vida. A expressão popular: “se a vida te der um limão, faça uma limonada”, carrega um sentido muito forte que podemos utilizar para superar as adversidades cotidianas. 

Com o isolamento social, o Recursos Humanos ou área de Gente e Gestão passou por grandes mudanças, saindo do modelo tradicional de abordagem de candidatos, contratações, engajamentos e até mesmo desenvolvimento de pessoas, para um modelo inovador onde nem mesmo as entrevistas e onboarding são realizados presencialmente. 

Os líderes das empresas mais do que nunca foram peças fundamentais para apoiar o RH na disseminação e fortalecimento da cultura organizacional. 

Uma das perguntas que tenho feito nas entrevistas de emprego realizadas é: O que você aprendeu com o isolamento social? E muitas pessoas têm respondido que o grande aprendizado foi: a ressignificação de quem são; Que não é necessário tanto sapato se nesse período foi utilizado apenas chinelos ou meias, tantas roupas novas se foi usado apenas as mais velhas e até mesmo pijamas, que não era necessário bolsas de cores variadas, adereços e maquiagens se não sairiam de casa.

Aprenderam a ouvir o inaudível (os sons que estavam adormecidos) dentro de cada um. Aprenderam a valorizar pequenos momentos, cada mensagem enviada, ligação realizada, um sorriso através das telas. O cenário vivido com a pandemia, fez nascer um novo jeito de fazer as coisas e repensar costumes, hábitos e posturas que tínhamos.   

E você, o que mudou em sua rotina pessoal e profissional?  O que tem feito de diferente? O que tirou de lição?  


AlessandraAlessandra Duarte é Head de RH da goFlux, startup membro do Cubo Itaú. Natural de Minas Gerais, possui formação em Relações Públicas, Psicologia e pós-graduação em Gestão de Pessoas, com uma experiência de 21 anos em Recursos Humanos. Tem 40 anos de idade e é mãe do Gabriel e Vítor. Em 2007 veio para São Paulo para atuar com Gestão de Afastados do RH dentro do Banco Santander e desde lá sua trajetória se deu em todos os subsistemas de RH, passando por empresas nacionais e multinacionais.