A Fase 4 de implementação do Open Banking, estabelecida pelo Banco Central, se inicia nesta quarta-feira (15). Ela marca o início do Open Finance, onde o escopo do produto se expande para instituições de seguros, investimentos e câmbio participantes e promete revolucionar o uso de dados indo além do sistema financeiro. Para entender melhor o tema, Victoria Amato, diretora de negócios da Quanto, empresa de tecnologia para Open Finance, esclarece as principais dúvidas:

1) Quem pode participar do Open Finance

“Para fazer parte do Open Finance é necessário ser uma instituição regulada pelo Banco Central e ter aderido ao Open Banking. O Open Banking Brasil tem uma página oficial, “Quem Participa”, onde é possível acompanhar quais são as instituições participantes”.

2) O que muda do Open Banking para Open Finance

“A Fase 4 marca o início do Open Finance e amplia o escopo de dados para instituições de outros setores além do financeiro, como seguradoras, corretoras de investimentos, câmbio e previdência. Enquanto o Open Banking promove mudanças no sistema bancário, impactando principalmente bancos e fintechs, o Open Finance amplifica isso para o sistema financeiro como um todo, levando esse novo fluxo de dados para outras empresas participantes do Open Banking. Com esse escopo mais amplo aumentam também as oportunidades de criação de serviços mais customizados às necessidades dos clientes e mais acessíveis. Esse é o primeiro passo de uma modernização que coloca o Brasil na vanguarda global do uso de dados para além do sistema financeiro”.

3) Quais os benefícios para os brasileiros? 

“Os brasileiros se tornarão realmente donos dos seus dados não só bancários, como para conseguir outros produtos mais personalizados e com taxas mais justas, por exemplo: investimentos, seguros, previdências, transferências cambiais, entre outros. Tanto o Open Banking quanto o Open Finance integram a agenda BC# do Banco Central, que visa aumentar a competitividade entre empresas e diminuir a assimetria da informação, de olho nos benefícios para a população”.

4) Brasileiros vão realmente aderir ao Open Finance

“Para a FCamara, a expectativa era que 5 milhões de pessoas aderissem ao Open Banking até 2022. Um dos indicadores do potencial do Open Banking é que em poucos meses de 2021 mais de 4 milhões de pessoas passaram pelo fluxo de compartilhamento de dados da Quanto. E para quem ainda duvida, uma pesquisa encomendada pela consultoria Aster Capital, em parceria com a Quanto, apresenta mudanças no comportamento do brasileiro na relação com compartilhamento de dados com instituições bancárias. De acordo com o levantamento, feito com 2 mil pessoas, 65% dos entrevistados estão dispostos a compartilhar dados para obter melhores taxas. Esse comportamento reforça a tese que o brasileiro tem maior propensão a adotar o Open Banking ao entender os benefícios. E a mesma lógica pode ser aplicada ao Open Finance“.