* Por Carlos Cavalcanti

Ao expandir a atuação da sua marca para outro país, é essencial entender o ambiente, o mercado, a cultura e, principalmente, o idioma a fim de adequar o seu modo de fazer negócio. 

De acordo com a pesquisa “Trajetórias de Internacionalização das Empresas Brasileiras 2021”, realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC), 78% das empresas nacionais planejam aumentar a expansão nos países onde já atuam, e 71% delas planejam entrar em novos mercados nos próximos anos.

Os países mais escolhidos pelas empresas foram Estados Unidos, Argentina, Portugal, Uruguai, Colômbia, China e México. O estudo foi realizado com 154 empresas. 

Cultura X barreira linguística 

Não há dúvida de que entrar em contato com outras realidades é algo impactante. No mundo dos negócios não é diferente. Um empresário no âmbito internacional deve compreender os diferentes comportamentos culturais e sociais. Na imersão cultural, é importante também conhecer os hábitos e o porquê das ações. Essa consciência é de suma importância para evitar possíveis ruídos na comunicação. 

Para que a integralidade ao mercado internacional aconteça é necessário haver o conhecimento das culturas com as quais pretende se relacionar. Compreender e respeitar os costumes dos clientes pode ser o ponto decisivo na expansão do negócio internacional.

Além disso, é fundamental considerar os desafios com a barreira linguística. De acordo com uma pesquisa recente da Economist Intelligence Unit com empreendedores brasileiros, 74% deles acreditam que perdem negócios importantes fora do país apenas por entraves com o idioma.

Do espanhol ao mandarim, o inglês é falado por 1 bilhão de pessoas e é o mais utilizado nas relações corporativas. Ainda assim, ao usá-lo como língua internacional, é preciso estar atento à diversidade de contextos sociais, educacionais, políticos e econômicos. 

Especialistas em propriedade intelectual e serviços linguísticos 

Um procedimento bastante comum para quem deseja atuar no comércio exterior é traduzir tudo para o inglês. No entanto, é preciso considerar o idioma do país-alvo.

Fechar negócios em outra legislação exige não só o domínio gramatical correto do idioma, mas também o conhecimento de como funcionam as leis e o sistema jurídico no país destino, para não cometer falhas na legalização dos itens ou problemas na alfândega.

Defina bem as seguintes ferramentas na sua empresa: valor, missão e visão, assimile seus principais diferenciais competitivos e apoie-se neles. Lembre-se: o que destaca sua empresa aqui no mercado interno é o que vai destacá-la também no mercado externo. Aplique as ferramentas de modo convergente e conheça profundamente o mercado internacional, explorando-o em todas as vertentes. 

Para que tudo seja feito de forma assertiva, é fundamental ser auxiliado por profissionais especializados em propriedade intelectual, uma vez que eles compreendem com exatidão as leis vigentes e, portanto, podem criar estratégias para obter os melhores resultados para sua empresa no exterior.


Carlos André Cavalcanti é advogado especializado em marcas e patentes com mais de 20 anos de experiência na área de Propriedade Intelectual, sócio de Cavalcanti e Cavalcanti Advogados e sócio-gerente da Moeller IP Brazil, subsidiária da Moeller IP Advisors, escritório de advocacia com mais de 90 anos de experiência especializado em uma gama completa de Serviços de Propriedade e Assuntos Regulatórios em toda a América Latina. É parceiro no gerenciamento de bens de Propriedade Intelectual, para que seus clientes foquem na inovação, garantindo processos seguros.