Após quase 2 anos sem nenhum encontro presencial, o Cubo Itaú abriu suas portas para receber mais de 200 empresários, investidores, executivos de corporações e fundadores de startups, que vieram a São Paulo especialmente para o 2º Corporate Venture Summit. Realizado pela FCJ Venture Builder, o evento foi totalmente focado em debater os temas: inovação corporativa, investimentos, corporate venture builder, além de temas específicos ligados aos setores de saúde, agro, varejo, ESG, entre outros. Mais de 1500 pessoas, de dentro e fora do Brasil, também acompanharam o evento ao vivo pela web, em português e inglês.

Milton Yuki, membro do conselho consultivo da FCJ Venture Builder, abriu o evento com um discurso descontraído, animando o público. O investidor questionou as escolhas de vida tomadas pelos convidados, tudo isso para chegar até seu ponto principal: a união. Yuki citou uma pesquisa da Universidade de Harvard, em que comentou que dinheiro e fama não são garantias de sucesso, ele ainda acredita que seja ao contrário. A constante busca pelo sucesso acaba atrapalhando o estilo de vida e consequentemente as relações pessoais. “O que realmente importa para sua saúde, bem-estar e para sua felicidade são as relações que você mantém com as pessoas”, comentou.

O palestrante falou da técnica MUSUBI, que consiste em focar no presente e não no futuro, e se preocupar principalmente com aqueles que o cercam. Yuki sugeriu que o público passe a prestar mais atenção em sua vida pessoal, se preocupando mais com relações, porque o sucesso e o dinheiro se tornam consequências.

Milton Yuki – FCJ Venture Builder.

O mineiro, cruzeirense e CEO da FCJ Venture Builder, Justino, como gosta de ser chamado, deu as boas-vindas a todos e falou um pouco sobre a construção da FCJ, que nasceu com o propósito de fazer algo antes do dinheiro e do negócio. Em 2013 ele desenvolveu um plano de negócio para que startups não fechassem. “Eu escrevi um documento muito grande e sai procurando os famosos FFF, (friends, family and fools). Dia 5 de outubro estávamos em 22 pessoas para abrir a FCJ. Não sabíamos fazer e nem desenvolver startups, mas uma pessoa veio até nós querendo fazer telemedicina e dessa ideia maluca (na época), nasceu a Psicologia Viva”, hoje, a maior plataforma de telepsicologia da América Latina. 

Depois de ouvir muita gente dizendo que o que ele estava fazendo era loucura: criar uma empresa para investir em startups, em 2018, Justino e seus sócios pensaram em abrir uma filial em São Paulo. “Vocês não sabem como foi o frio na barriga de lançar a segunda FCJ, fiquei mais nervoso que o primeiro lançamento. Porque era um passo gigante sair de Belo Horizonte, da terra do pão de queijo e ir para São Paulo, mas nós fomos e percebemos que tínhamos um modelo que fazia sentido”, continuou.  

“E após 3 anos, fez tanto sentido que hoje somos 23 venture builders e devemos terminar o ano com 30 unidades em toda rede, dentro e fora do Brasil. “O sucesso da FCJ vem através do poder do seu ecossistema, porque as pessoas que entram na empresa se sentem parte dela, para além de colaboradores. Hoje, a Psicologia Viva está rodando e nós temos 97 startups, temos um grupo executivo muito bacana e agora precisamos buscar pessoas que tenham a capacidade de ajudar e pensar no todo e ninguém precisa perder para o outro crescer, podemos ganhar juntos”, finalizou. 

Justino, CEO da FCJ Venture Builder.

Inovação Corporativa durante a pandemia

O primeiro painel oficial do evento foi sobre Inovação Corporativa, moderado por Justino e com a presença de Elias Zoghbi, Conselheiro Consultivo da Grant Thornton para digital, innovation e growth, Claudia Woods, CEO da WeWork na América Latina, Gualtiero Schlichting, CBO da STARK e Amanda Graciano, Head de Startups no Cubo Itaú e Top Voices do Linkedin.

A CEO da WeWork na América Latina, Claudia Woods e a Head de Startups no Cubo Itaú, Amanda Graciano falaram sobre as mudanças que a pandemia trouxe para dentro das empresas. Para elas, houve uma alteração na relação de comando e controle entre empregado e empregador. 

No passado, as companhias tinham uma política criada pelo chefe e os funcionários eram obrigados a segui-las. Hoje, com a flexibilidade e tudo que foi aprendido durante o ano pandêmico, os colaboradores não seguem mais esse padrão. “Isso muda completamente a nossa relação de lealdade, fidelidade e as jornadas dentro das empresas, que já estavam se tornando mais curtas, se aceleram, porque a sensação é de que basta se deslogar na conta companhia e logar no novo trabalho”, explicou Claudia. 

A Amanda lembrou que um dos maiores desafios para as empresas e startups foi mudar o pensamento de que quando o colaborador está dentro de casa, ele não está trabalhando. “Não tinha como saber se o time estava trabalhando. Tinha algo muito visual, porque imaginávamos que se estivesse presencial, estaria trabalhando, mas a gestão teve que mudar”. Ela também mencionou a mudança do horário de trabalho, que com o Home Office, as pessoas não seguem mais as oito horas seguidas, cada colaborador adaptou sua vida particular com o emprego. 

Elias Zoghbi, Amanda Graciano, Justino, Gualtiero Schlichting e Claudia Woods.

Agronegócio brasileiro, oceano azul de oportunidades

Para falar sobre o setor do agronegócio, Leo Dias, CEO da NovoAgro Ventures, apresentou um panorama da quantidade de pessoas existentes no mundo e o quanto seria necessário para alimentá-las. Hoje, existem 7,7 bilhões de pessoas e até 2050, serão 9 bilhões e a capacidade do mundo de produzir está bem menor que o crescimento da população. Em consequência, a pobreza também irá piorar se o setor de agro não mudar seu modelo. 

O empreendedor disse que a solução para isso é o Brasil, onde há áreas tropicais, sem deserto e inverno rigoroso. Único país que consegue ter safra três vezes ao ano. Além dos lençóis de água potável e terras férteis em abundância, mas o que falta? “Falta levar tecnologia para o agro. Precisamos fazer com que o nível de produtividade do hectare quadrado cresça, mas de forma sustentável e economicamente. É então que a NovoAgro Ventures entra em cena para levar tecnologia para o pequeno produtor rural”, explicou Dias.

Seu ecossistema é formado por soluções para o agro e tem o grande propósito de através do pequeno produtor alimentar o mundo. No portfólio estão 12 startups de café, gado, leite e pecuária. Ao final do painel, Dias apresentou dois cases de sucesso do seu portfólio com a presença dos CEOs. 

Para começar, Luis Pinel, CEO da Comprador Moderno, que busca aumentar a eficácia e reduzir os custos das empresas de agronegócio, associando diversas companhias, pequenas e médias, para consolidar as suas respectivas demandas por produtos e serviços. O segundo case ficou por conta de Mauro Junior, CEO da CertifiCafé, que ajuda cafeicultores a certificar suas fazendas para que possam acessar novos mercados e melhorar suas lucratividades. Tudo isso de maneira simples, rápida, barata e digital. 

Luis Pinel, Léo Dias e Mauro Junior.

Maturidade digital e as tendências do varejo

Passando para o setor de varejo, o evento contou um painel para apresentar as tendências do segmento composto por quatro cases de sucesso. O CEO da Varejo Ventures, Emílio Parolini moderou o papo entre Marcos Knosel, CEO da Farma Ventures e Diretor de Expansão do Grupo FCJ, Leonardo Leão, CEO da Woli Ventures, Wagner Oliveira, Diretor Presidente do Grupo Woli, Ana Paula Debiazi Vicente, CEO da Leonora Ventures e Alberi Antônio Rodrigues, Presidente do Grupo Leonora

A palestra foi iniciada com o case do Grupo Woli, empresa de quase 20 anos, que busca conectar negócios de educação e varejo a ideias inovadoras e o case do Grupo Leonora, que desenvolve ferramentas facilitadoras para atividades relacionadas à rotina escolar, office e artesanato. 

A Woli nasceu para suprir a escassez de universidades corporativas e passou por três processos de inovação rápidos. Ela é a primeira universidade corporativa do varejo e seus primeiros cursos a distância eram feitos em disquete ¾. Com o tempo, foi necessário avançar nas estratégias para competir com novos players que nasceram com a tecnologia atual. Hoje a empresa criou o Woli Ventures, onde ajudam startups a aproveitarem as oportunidades do mercado e eles utilizam das suas ferramentas avançadas. 

O segundo case é o do Grupo Leonora, que foi construído com a tentativa do presidente do grupo Alberi Antônio Rodrigues de acompanhar o mercado. Na época, ele comprou novas máquinas offset. Das máquinas passou para formulários contínuos, depois foi para fábrica de cadernos e posteriormente para material escolar, de escritório e artesanal. Hoje, a empresa também é composta por uma venture builder, a Leonora Ventures, que tem em seu portfólio startups com o objetivo de sanar as dificuldades e suprir os desejos dos consumidores de forma rápida e eficaz.  

Emílio Parolini, Marcos Knosel, Leonardo Leão, Wagner Oliveira, Ana Paula Debiazi Vicente e Alberi Antônio Rodrigues.

Tendências que levam inovação ao mercado financeiro  

Marcia Costa, especialista de novas plataformas da TecBan e Tiago Aguiar, superintendente de novas plataformas da TecBan, representaram o setor financeiro durante o evento. 

Eles explicaram o que seria o Open Banking. Com esse novo sistema, o consumidor passa a ter o poder de decisão. Ele pode compartilhar todas as suas transações, saldo, crédito, financiamento, etc., com outras instituições financeiras e com base nisso, elas vão conseguir oferecer produtos personalizados para cada indivíduo. Além de que será democratizado o acesso ao crédito para a população brasileira. 

A TecBan, rede independente de caixas eletrônicos, investe continuamente, há mais de 39 anos, em soluções tecnológicas e inovadoras que integram o físico e o digital e impulsionam o ecossistema econômico do Brasil, tornando-o cada vez mais eficiente. O portfólio do Banco24Horas é amplo e conta com mais de 90 opções de serviços que podem ser feitos diretamente na tela, como Saque Digital via QRCode e Saque com cartão, em mais de 24 mil caixas eletrônicos distribuídos em 1.000 cidades brasileiras. Criado em 2019, o HubDigital, plataforma da TecBan para acelerar a entrada de novas instituições de pagamento, fintechs, bancos sociais e digitais ao Banco24Horas, proporciona que as instituições participantes economizem com o desenvolvimento e a infraestrutura de tecnologia, contando com o apoio de distribuidores, que agem como facilitadores e são responsáveis pela integração tecnológica. Em 2021, a TecBan lançou o seu programa de inovação aberta convocando, em sua primeira chamada, startups para solucionar desafios nas áreas de Open Finance, Criptomoedas e Inteligência Artificial aplicada à RPA (Robotic Process Automation).

Além do Banco24Horas, a TecBan também possui diversas soluções que asseguram sua atuação diversificada em diversos setores. No Open Banking, a empresa lançou a primeira plataforma em operação no Brasil. A Open Banking as a Service ajuda bancos e outras empresas e instituições do ecossistema a atingir as condições técnicas exigidas pela regulação brasileira e, também, no consumo dos dados que são coletados, otimizando recursos e facilitando a jornada para que o foco desses participantes seja o desenvolvimento de produtos personalizados e atraentes para os seus clientes.

Marcia Costa e Tiago Aguiar.

Liderança Feminina: uma questão de valor

Para falar sobre as mulheres no mercado de trabalho e no investimento, o evento contou com o painel “Liderança Feminina: uma questão de valor”, composto por três idealizadores e membros do conselho Mubius WomenTech Ventures, Regina Migliori, Silvio Leal e Carol Gilberti, mais a CEO da Aleve LegalTech Ventures, Priscila Spadinger.

A palestra apresentou ao público a Mubius WomenTech Ventures, que entra no mercado com o objetivo de contribuir e apoiar com os avanços dos negócios relacionados ao universo feminino e liderado por mulheres. Para a construção da Mubius, foi seguido o conceito de dados divulgados no mercado, por exemplo que startups fundadas por mulheres geram o dobro de receita a cada dólar recebido em investimento, em comparação com as fundadas por homens, de acordo com a Bloomberg Economics. 

Segundo Regina Migliori, uma das idealizadoras, a WomenTech prioriza as mulheres e convida os homens para que possam caminhar e inovar, construindo negócios que façam sentido com o cenário atual, misto e diverso. 

Priscila Spadinger, Regina Migliori, Silvio Leal e Carol Gilberti.

Um novo olhar através do ESG

Em relação ao ESG, o evento contou com um painel composto por Stephania Rocha, Head de Marketing Bridge Brazil e Especialista em ESG por Harvard Business School, Juliana Rolla, Idealizadora e membra do conselho ESG Venture Builder, Marcelo Carvalho, Chairman Pro Natura International e CEO Earth Capital Partners e Gisele Ramos, CEO ESG Venture Builder

Eles explicaram que ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) não é uma filantropia, mas sim investimentos sustentáveis que geram resultados e hoje as empresas brasileiras estão realmente entendendo o que é sustentabilidade na prática. 

Os palestrantes levantaram um ponto fundamental que é muito diferente dizer que é sustentável e realmente ser. Ainda há negócios que utilizam desse termo para fins de marketing e comunicação, mas o mercado reconhece isso como “greenwashing”, que é quando uma empresa tenta ser verde por fora para vender mais, mas por dentro não é sustentável. 

Então, como as empresas podem se tornar amigas do meio ambiente? Segundo o painel, o primeiro passo é olhar para dentro da companhia e entender como ocorrem suas operações, negócios e produtos e de forma estão impactando no seu entorno social, como colaboradores, clientes, meio ambiente, investidores, acionistas e depois desse diagnóstico de impacto, poder seguir uma trajetória de sustentabilidade e mudança. Também é um processo que inspira outras empresas no país. 

Stephania Rocha, Juliana Rolla e Gisele Ramos.

Investimento com propósito: O que você faz com o seu dinheiro?

O painel sobre investimento foi composto por Daniel Goes, CEO da FCJ Angels, Luciane Abramo, CEO e Founder da Óperah Soluções Empresariais e Tecnologia e investidora-anjo na PoliAngels, Jorge Letra, Idealizador da FCJ Angels e Ángel María Herrera, Investidor, mentor, escritor e empreendedor

O debate trouxe um ponto importante para os investidores-anjo: ainda há muito espaço para investimento. Para isso, é preciso que ele descreva sua tese de investimento antes de escolher um negócio para aplicar dinheiro. 

Quero investir em que? O que me toca? O que quero ver no mercado? São algumas perguntas que o investidor-anjo deve fazer antes de procurar uma startup para fazer seu investimento. Esse erro é cometido há anos no setor, mas está na hora deles aplicarem no lugar correto e que esteja ligado com o seu propósito.  

Daniel Goes, Luciane Abramo, Jorge Letra.

O futuro do direito através das legaltechs

Para falar sobre as legaltechs e o futuro do direito, foram convidados a CEO da Aleve Legaltech Ventures, Priscila Spadinger, o Gerente de Inovação da Aleve Legaltech Ventures, Fernando Potsch e o CEO da IPPBLOCK, Ignacio de Leon. 

Durante o painel, a CEO da Aleve Legaltech Ventures explicou que o tradicionalismo do direito, com vocabulário rebuscado, está ultrapassado. Para a justiça ser entregue ao seu maior propósito, a sociedade, ela precisa ser acessível. 

Hoje, as principais tendências de inovação e tecnologia do setor são voltadas para a otimização da rotina dos advogados, para desafogá-los das tarefas e demandas da área e promover maior acesso à lei para todos. A CEO acrescentou que a inovação e a tecnologia de startups de direito oferecem benefícios para todos os demais setores da economia, por serem complementares e o investimento nesse setor é fundamental.  

Ignacio de Leon, Priscila Spadinger e Fernando Potsch.

Inovação em Energias Renováveis

Adolfo Melito, Fundador e Diretor da Associação Brasileira de Crowdfunding de Investimento e Fundador da Plataforma de Crowdfunding MyFirstIPO e Leandro Martins, CEO da Synergy  foram os convidados do painel sobre energias renováveis. Melito iniciou dizendo que o setor é uma indústria muito tradicional e grande, que demorou para pegar o embalo da inovação, mas agora está caminhando para esse desenvolvimento.

O Brasil está na frente quando o assunto é energia renovável, porque ele tem 85% de fontes renováveis e tem apenas 14.2% de energia não renovável, os outros países são ao contrário. Segundo ele, também existem muitas fontes de recursos, todas muito distribuídas, com governo estadual, governo federal, multas e acesso à informação pelas empresas, além do mercado privado. Com tantos recursos, ainda é fundamental que existam investimentos nessa área e que haja um aperfeiçoamento do sistema de geração de energia compartilhada. 

Leandro Martins e Adolfo Melito.

Mercado Imobiliário e as tendências 

O painel sobre mercado imobiliário foi representado no evento por Rangel Lerbach, Fundador da Imob Ventures e idealizador da MiniHouse, Bernardo Gribel, CEO IMAZ Venture, Ariano Cavalcanti, Presidente da Netimoveis Brasil e Rafael Felcar, CEO da Toke Invest

Segundo os palestrantes, o setor representa 56% da riqueza global e nas últimas décadas não houve mudanças drásticas, mas nos últimos anos vem apresentando oportunidades raras de negócios disruptivos que tem atraído investidores, empreendedores e representantes da indústria. Apenas em 2020, as startups do segmento receberam mais de US$ 20 bilhões em aportes de investidores. 

Durante o painel também foi lembrado que o setor sofre muito com o atraso no processo cartorário. É nesse momento que entram as startups que trazem soluções tecnológicas para resolver esse problema. Os investimentos são fundamentais para o desenvolvimento e sucesso do setor.

Rangel Lerbach – Imob Ventures.

Inovação fora do eixo

Para falar sobre inovação fora das grandes capitais, o evento contou com o painel composto por Afrânio Almeida, CEO da FCJ Triângulo e Daniel Marigliano, COO da FCJ Triângulo. Os palestrantes falaram sobre como a FCJ Triângulo investe para além do convencional. 

Há dois anos e meio, no Triângulo Mineiro ao Paranaíba, eles criavam um ecossistema para concentrar as grandes inovações. “Temos grandes provedores, estamos falando de Algar, de empresas como Grupo Petrópolis, como Mosaic. Empresas grandes que geram demanda e investem em demanda”, disse Almeida. 

Hoje, eles têm em seu portfólio 22 startups e todas tratam um potencial regional muito grande de contratação e desenvolvimento. E como funciona uma inovação fora do eixo? Os membros explicaram que é tendo acesso por exemplo a um capital e um mercado através de uma rede, como o grupo FCJ. “Nós estamos falando da MadeiraMadeira, estamos falando da Hotmart que foram gerados fora do eixo e temos uma lista de uns 15 unicórnios a caminho que seguiram o mesmo caminho. Então quando falamos de iniciativa, ele vai criar a dele onde quer que seja”, complementou. 

Afrânio Almeida – FCJ Triângulo.

Transformação digital no setor público

Para falar sobre as inovações no setor público, Gabriela Rollemberg, Fundadora do escritório Gabriela Rollemberg Advocacia e Emanoelton Borges, Fundador e CEO da Alfa Group e Diogo Catão, CEO da Dome Ventures, participarem do painel. Eles iniciaram dizendo que o Brasil é líder mundial em transformação digital e o governo federal investiu muito na plataforma Gov.br, tendo hoje mais de 15 milhões de usuários cadastrados. Também é referência em uma série de iniciativas, como a urna eletrônica, que permite que os resultados de uma eleição saiam em um dia, com confiança. Além da iniciativa do imposto de renda ser feito digitalmente; a Lei de Acesso à Informação; entre outras inovações com o digital. 

No entanto, a qualidade do serviço público ainda precisa avançar. “Enfrentamos uma crise muito grande de escassez de recursos públicos, de inchaço da máquina pública, de impossibilidade de contratar mais servidores, porque de fato não há margem pra isso até pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Então a única possibilidade de avançar na eficiência dos serviços públicos é a partir do investimento na tecnologia”, completou Gabriela. 

Gabriela Rollemberg, Emanoelton Borges e Diogo Catão.

Franquia 4.0

Para falar de Franquia 4.0, o evento contou com a participação de André Justino, CEO da StartupWin e Dayane Dias, Diretora de expansão da StartupWin

Eles começaram o painel explicando sobre o conceito de franquia, que seria transmitir o conhecimento e emprestar marcas para que a pessoa possa empreender. Mas além desse objetivo, a StartupWin é mais viável e rentável para o mercado e quanto mais startups vierem, mais possibilidade de ganho o franqueado terá. 

Segundo os apresentadores, eles não cobram taxa de royalties do franqueado, então ele não tem a dor de todo mês de ter que pagar sua franqueadora, assim a StartupWin tem ganhos recorrentes, porque permite que os franqueados acumulem na carteira e tenham mais ganhos também. 

A StartupWin também pensa no time do seu franqueado, então ela disponibiliza um departamento de RH que treina o seu vendedor e assim eles criam um grupo de colaboradores de altíssimo nível, além da pré-seleção que é feita para contratá-los.

Ela também permite que seu franqueado trabalhe em diversos pontos do Brasil. “Qual franquia a franqueadora tem a possibilidade de ter telemedicina, energia sustentável, mobilidade urbana, fiscal, gestão de manutenção, gestão de dinheiro, RH, eventos on-line, atendimento digital? Não existe, por isso somos uma evolução de uma franqueadora. Somos a Franquia 4.0”, explicou André Justino.

André Justino – Startup Win.

Internacionalização

O penúltimo painel foi sobre internacionalização, com Rodrigo Baez, CEO da FCJ México e Sérgio Campos, CEO da Bridge Brazil. Eles explicaram a complexidade de lidar com negócios internacionais, porque eles não são exatamente metrificados, uma vez que cada país tem uma cultura diferente. 

Os panelistas ressaltaram que é importante levar em consideração cada detalhe do mercado que está entrando. A melhor estratégia seria encontrar um parceiro local, porque durante a apresentação dos negócios, eles trazem confiança e a sua empresa acaba não sendo vista apenas como uma companhia estrangeira, gerando negócio e sucesso no investimento. Eles disseram também que a internacionalização veio para alavancar os negócios nacionais e que com o estudo sobre culturas, é possível construir parcerias em outros países.

Rodrigo Baez e Sérgio Campos.

Tendências de investimento e tecnologia em saúde

Após quase dois anos de pandemia, um painel sobre saúde não poderia faltar e fechou o evento com chave de ouro. Para falar sobre as tendências de investimento e tecnologia do segmento, Fabio Veras, CEO da Saúde Ventures, moderou a conversa com Carlos Zago, CEO da Molkom Ventures, Mauro Freitas, CEO da GBG Ventures, Dr. Galasso, Medical Advisor e cofundador da Saúde Ventures e Rafael Kenji, CEO da Feluma Ventures.

Os palestrantes falaram sobre a importância do investimento em saúde para além do atendimento médico. Hoje, a jornada do paciente começa no momento que ele entende que precisa de atendimento médico e tem seus direitos. As empresas já começaram a perceber isso e estão atuando para trazer novas soluções para a trajetória do cliente. 

Carlos Zago foi o segundo palestrante a falar e disse que a Molkom Ventures, como uma venture que busca pesquisadores e investe em pesquisas de novos tratamentos e medicamentos, está trazendo uma startup para o Brasil que atua na busca de soluções contra o câncer de mama, ou tratamento genético que silencia o gene do câncer de mama tipo negativo. 

Dr. Galasso fechou a roda de conversa do painel dizendo que acredita que nos próximos 15 anos, o País terá um boom gigantesco de novas soluções, novas startups e mais investimentos na saúde. “Quando falamos de investimento em saúde, estamos falando de prevenir e não tratar, em trazer melhor qualidade de vida para as pessoas, para conseguir melhorar todo o resto. Essa é a importância da rede de apoio e o trabalho em conjunto, com essa força podemos influenciar a saúde”, complementou.

Fabio Veras, Carlos Zago, Mauro Freitas, Dr. Galasso e Rafael Kenji

Confira o evento na íntegra aqui: