Nesta sexta-feira (26), após 20 meses sem grandes eventos, acontece o 2º Corporate Venture Summit organizado pela FCJ Venture Builder. O evento foi totalmente focado em Inovação Corporativa e trouxe conteúdos exclusivos para empresas atentas às demandas do futuro. 

O primeiro painel do dia, ministrado por Paulo Justino, CEO da FCJ Venture Builder e com a presença de Elias Zoghbi, Conselheiro Consultivo da Grant Thornton para digital, innovation e growth, Claudia Woods, CEO da WeWork na América Latina, Gualtiero Schlichting, CBO da STARK e Amanda Graciano, Head de Startups no Cubo Itaú e Top Voices do Linkedin, foca no assunto de Inovação Corporativa. 

A CEO da WeWork na América Latina, Claudia Woods, inicia o papo respondendo sobre a comparação entre a inovação no Brasil e no exterior durante a pandemia e segundo ela há um desenvolvimento parecido, mas que no nosso país está ocorrendo uma mudança na relação de comando e controle entre empregado e empregador. 

Quando Claudia começou a trabalhar, a empresa tinha uma política do chefe e os funcionários eram obrigados a segui-las. Hoje, com a flexibilidade e tudo que foi aprendido durante o ano pandêmico, os colaboradores não seguem mais esse padrão. “Isso muda completamente a nossa relação de lealdade, de fidelidade e as carreiras que já estavam se tornando mais curtas dentro das empresas, se acelera”, explica. 

A CEO comenta que com a mudança do presencial para o Home Office, a sensação do colaborador ao trocar de empresa era que estava apenas se deslogasse da sua conta na companhia e precisasse logar na nova. “O que é relevante para nós que estamos focados em Inovação Corporativa, liderando grandes empresas, é buscar estratégias que nos torne uma empresa que não seja apenas um logout”, completa. 

A Head de Startups no Cubo Itaú e Top Voices do Linkedin, Amanda Graciano, continuou o bate-papo respondendo quais foram os maiores desafios para as empresas e startups durante a pandemia. Segundo ela, uma das maiores dificuldades foi mudar o pensamento de que os colaboradores dentro de casa não estavam trabalhando. “Não tinha como saber se o time estava trabalhando e tinha algo muito visual, porque imaginávamos que se estivesse presencial, estaria trabalhando, mas a gestão teve que mudar”, afirma.

Amanda também mencionou a mudança do horário de trabalho. Com o Home Office, as pessoas não seguem mais as 8h seguidas de trabalho, cada colaborador adaptou sua vida particular com o emprego. “Eu digo que o trabalho invadiu nossa casa, não é que a nossa casa virou o escritório e tudo foi modificado”. Ao final, a Head também menciona que a volta ao presencial é um desafio do presente, principalmente para essa nova gestão do negócio que busca pensar nas dores e necessidades do seu time. 

O 2º Corporate Venture Summit ocorre de forma híbrida, com alguns convidados assistindo as palestras presenciais, mas todos podem acompanhar as mais de 9 horas de imersão e troca com empreendedores, investidores e executivos, pelo canal do Youtube da FCJ