Plataformas digitais como Youtube e Instagram pavimentaram o caminho para o que hoje chamamos de creator economy. Ao mesmo tempo que essas gigantes permitiram que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo conquistassem sua legião de seguidores, elas deixaram pouquíssimo espaço para a monetização. Apenas 1% dos criadores de fato ganham dinheiro com seus conteúdos.

Na nova era da internet, são necessárias novas soluções que ajudem os criadores a obter independência editorial e financeira, e a Hubla surgiu para suprir essa demanda. A startup acredita que a melhor maneira de construir um negócio online é por meio de comunidades pagas hospedadas em aplicativos de mensagens muito populares, principalmente no Brasil. Sua plataforma permite que os criadores construam um ambiente exclusivo, onde seus fãs pagam para participar desse hub.

O modelo de comunidades já é popular no Brasil, mas difícil de escalar, pois envolve muito trabalho manual. A Hubla oferece toda a infraestrutura necessária para gerenciar uma comunidade: sistema de pagamento completo, painel financeiro, automação de gestão de membros e ferramentas de vendas personalizáveis. Com a solução, influenciadores como Alessandra Marquiori, ex-fisiculturista que já trabalhava com comunidades, conseguiu aumentar seu faturamento 7,5 vezes em seis meses.

Alessandra explica: “Antes do Hubla, eu tinha cinco telefones celulares diferentes para organizar grupos. Meu marido e eu passavamos a noite em claro para atender à demanda. Agora não me preocupo mais com isso, posso me concentrar na criação de ótimos conteúdos”.

Fundada em 2020, a startup acaba de anunciar uma Série A de R$60 milhões. O financiamento, liderado pela Kaszek, principal fundo de Venture Capital da América Latina, com a participação de FJ Labs, Big Bets e Kevin Efrusy, um dos primeiros investidores do Facebook, irá para a criação de novas soluções para criadores, possibilitando que eles desenvolvam negócios lucrativos. A startup pretende criar o futuro do trabalho.

Para Hernan Kazah, cofundador e sócio-gerente da Kaszek, “Hubla está capacitando a creator economy na América Latina com uma plataforma fantástica que permite que donos de comunidades construam negócios de muito sucesso em vários campos, como investimentos, música e gastronomia. Essa será uma parte significativa do futuro do trabalho e uma grande fonte de conteúdo de alta qualidade para milhões de usuários”.

Em 2021 a Hubla, antes ChatPay, quintuplicou o seu faturamento. A empresa acaba de reposicionar a marca e espera acelerar ainda mais seu crescimento em 2022.

“A adoção da tecnologia por parte dos consumidores criou várias oportunidades que estão redefinindo a maneira como as pessoas trabalham. Agora, existem inúmeras possibilidades e um mercado enorme para criar um negócio online e monetizar seu hobby, talento ou expertise. Por exemplo, uma personal trainer não precisa mais vender suas aulas linearmente na academia. Agora ela pode criar uma comunidade para ajudar pessoas a terem uma vida saudável e faturar muito mais, com menos trabalho”, explica Arthur Alvarenga, CEO da Hubla.

* Foto em destaque: Arthur Alvarenga, CEO da Hubla.


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