Com a pandemia da Covid-19, a empresa mineira 3D Fila pensou na saúde de seus clientes e criou um filamento com material antiviral. Agora as pessoas podem tocar em maçaneta, corrimão e mais, sem perigo de ter contato com o vírus. 

Só em 2020, a empresa vendeu 10 toneladas de filamento para companhias que criam componentes de EPI para a saúde. Com isso, os sócios da 3D Fila também tiveram interesse em trabalhar contra o coronavírus.

Segundo a empresa, o filamento antiviral foi produzido através da engenharia de materiais trabalhados com nanotecnologia. “O composto atrai o vírus, o carrega de maneira oposta e o liga permanentemente aos seus grupos de enxofre. As nanopartículas de prata fazem com que se esgote a membrana viral e tem eficácia contra os vírus envelopados e não envelopados, além de bactérias”.

Depois de muitos estudos e testes, o produto recebeu o Certificado ISO 21702, garantiu sua eficácia e foi para venda no mercado em julho de 2021. “Diante do cenário em que nos vimos, decidimos investir em pesquisas para criar um produto inovador no mercado e conseguimos. Contratamos um laboratório que nos garantisse 100% de eficácia”, conta Wesley Silveira, um dos sócios da empresa.

Sobre o mercado de impressão 3D no Brasil

De acordo com a 3D Fila, o mercado de impressão 3D está em constante expansão no Brasil e cresce pelo menos 30% ao ano. Com o momento que o país está vivendo, em que existe um grande aumento de empreendedores individuais, o produto é ferramenta fundamental para gerar novos negócios e produtos. 

O crescimento da área atinge diretamente a empresa citada. Do início dos seus trabalhos, em 2013, até 2021, o faturamento da companhia cresceu em média 100%, com mais de 25 mil clientes, de diversas áreas, como arquitetos, engenheiros, designers, artesãos, entre outros.

Os planos da empresa para os próximos meses é o crescimento do volume de vendas, expansão da distribuição, lançamentos focados em tecnologia das resinas 3D e expansão para a Europa, além do Brasil e Estados Unidos.