* Por Rafael Caillet

O processo de transformação digital representa uma grande variedade de etapas a serem cumpridas pelas empresas. Por se tratar de um fenômeno amplo de mudança estratégica e operacional, não é possível apontar um único fator como determinante para o sucesso desta transição tecnológica. No entanto, a participação de figuras de liderança, sem dúvidas, exerce uma contribuição indispensável em termos de adesão a novas tecnologias, bem como a obtenção de resultados que impactem a eficiência da organização em sua totalidade.

Nesse sentido, partindo do pressuposto de que nenhuma organização é similar à outra, e existem quesitos circunstanciais que concedem ainda mais profundidade ao tema, o líder, junto de suas equipes de trabalho, tem a missão de estabelecer um terreno empresarial propício à inovação, isto é, com todos os artifícios necessários para que o fator humano seja beneficiado, sem exceções.

É preciso garantir o Employee Experience

As vantagens práticas de se adotar soluções de automação, por exemplo, abrem espaço para que os profissionais retomem suas atenções ao que realmente importa: o core business da empresa. Com a automatização de procedimentos repetitivos e padronizados e essa readequação importante do fator humano, o gestor encontra a oportunidade de construir jornadas enriquecedoras dentro da rotina de operações, oferecendo condições para que as pessoas atuem de modo inventivo e, principalmente, em harmonia com suas maiores capacitações.

O conceito de Employee Experience traz a experiência do funcionário como algo transformador para o cenário empresarial. Sem uma experiência diária positiva, que fomente a realização pessoal do colaborador, fica praticamente impossível construir uma cultura organizacional orientada a princípios de inovação. Afinal, a principal proposta por trás da tecnologia é de simplificar a vida de todos, através do aprimoramento contínuo de processos. Dito isso, é de suma importância que iniciativas voltadas para o desenvolvimento e crescimento dos times internos acompanhem a implementação tecnológica.

Transformação também é cultural

Geralmente, ao discutirmos a inovação no ambiente empresarial, é natural que as atenções estejam centralizadas nos ganhos processuais, de eficiência, agilidade e assertividade. Claro, esse é um aspecto extremamente relevante que justifica um investimento conciso por parte de cada vez mais empresas. Porém, enganam-se os que entendem a transformação digital como algo de via única. Aqui, a transformação também é cultural.

Para uma organização com pouca intimidade acerca do universo digital, é esperado que os colaboradores encontrem dificuldades à primeira vista, expondo a urgência por ações que visem a capacitação individual e coletiva. Com isso, medidas relacionadas ao clima organizacional também são bem-vindas, capazes de criar um novo parâmetro comportamental a ser disseminado internamente; dessa vez, alinhado com a presença da máquina.

Líder é exemplo para mais engajamento

Os grandes líderes são capazes de influenciar positivamente os que estão ao seu redor. No espectro corporativo, essa afirmação se mostra muito presente. Mais do que uma abordagem hierárquica, trata-se de conduzir decisões em harmonia com preceitos básicos de relações humanizadas e valores éticos. Isso vai de encontro à importância de se compreender o papel humano ante o avanço tecnológico.

Para concluir, com o suporte da tecnologia e uma equipe de trabalho engajada, será possível consolidar uma postura de resiliência dos profissionais frente a um mercado dinâmico e em constante evolução, o que é imprescindível para organizações disruptivas e bem-sucedidas no que diz respeito à transformação digital.


* Rafael Caillet é fundador e CEO da Oystr.