* Por Otavio Argenton

Atingir o sucesso com o seu negócio está entre os principais objetivos de muitos C-levels ao redor do mundo. No entanto, o desempenho de um líder, está diretamente ligado aos resultados alcançados dentro de uma organização, uma vez que é este profissional que conduz e influencia o trabalho de toda equipe. De acordo com estudos da Gallup, o líder possui influência de até 70% no engajamento dos funcionários com o negócio. Mas, qual é o verdadeiro papel da liderança nas empresas para que as metas sejam alcançadas?

A grande fórmula para uma boa liderança nas empresas é promover um “palco” que contemple todo o time. Para isto, é necessário direcionar e construir um relacionamento saudável com os colaboradores. Não se trata apenas de conhecê-los ou estabelecer conexões, mas também garantir que todos estão buscando o mesmo propósito e promovendo uma comunicação aberta.

Segundo o Fórum Econômico Mundial e Accenture, em seu Modelo dos Cinco Elementos de Liderança, os líderes atuais precisam desenvolver e exercer competências novas no ambiente corporativo, como emoção, intuição, missão, propósito, intelecto, percepção, tecnologia, inovação e inclusão de stakeholders. Nesse contexto, os aspectos citados precisam fazer parte da rotina de um líder.

Outros pontos importantes incluem escutar o ponto de vista de quem está no mesmo barco, seja por reuniões em grupo ou até feedbacks individuais, principalmente neste momento em que grande parte das organizações adotaram o trabalho remoto. Desta forma, é essencial oferecer uma resposta para essas dores e fazer com que o time entenda que soluções para resolvê-las estão sendo tomadas a curto, médio ou longo prazo.

Como diminuir a distância entre os colaboradores e a liderança nas empresas?

Os comitês são uma ótima opção para aproximar os colaboradores. Formados por funcionários que não têm um cargo de gestão, os grupos podem abordar temas como cultura, desenvolvimento organizacional, saúde e bem-estar, entre outros. A sugestão é que os comitês se reúnam periodicamente e as possibilidades estabelecidas durante as reuniões sejam levadas aos gestores e ao time de liderança, para que o orçamento ou as ações necessárias sejam avaliadas e possivelmente aprovadas. Dessa maneira, além de garantir maior interação entre os líderes e colaboradores, todos se sentirão inclusos nas decisões importantes da empresa.

Outra prática interessante é a implementação da cultura de portas abertas, para que os colaboradores não tenham receio de abordar seus líderes para comentar suas percepções e sugestões para aplicar nas áreas em que atuam. As organizações que não incentivam esses tipos de iniciativas podem ter gargalos no futuro, uma vez que não estão ouvindo, principalmente, o que as novas gerações estão buscando.

Investir no potencial dos colaboradores

Além de acreditar no desenvolvimento da empresa, investir nos colaboradores valoriza e incentiva cada vez mais a equipe. Existe uma analogia sobre chegar com o elevador no último andar e mandá-lo de volta. Quanto mais indivíduos são auxiliados a alavancarem as suas carreiras e características de liderança, melhor.

Desta maneira, compreender que o papel desempenhado pela liderança nas empresas não é apenas para a organização, mas também para a vida dos colaboradores é essencial. De nada adianta ser um grande líder e não ter em mente o momento da empresa, do mercado e de seus funcionários. É preciso ouvir, entender, estar aberto a mudanças, humanizar as relações e agir de forma resiliente para que o sucesso da organização se conecte ao da liderança.


* Otavio Argenton é Country Manager da SoftwareONE, provedora global e líder em soluções de ponta-a-ponta para softwares e tecnologia de nuvem.