* Por Mônica Hauck

A pessoa certa no lugar certo significa vantagem competitiva. Um colaborador engajado e satisfeito com o seu trabalho, performa melhor e contribui para o ecossistema ao qual pertence. Apesar do turnover alto ser uma realidade recorrente na maioria das empresas, de acordo com pesquisas da Sólides, gerando um prejuízo de cerca de R$37 bilhões por ano para as organizações no Brasil, muitos empresários e líderes não se dão conta do montante que o entra e sai de funcionários pode representar. Além da perda exorbitante de dinheiro, toda a equipe sai prejudicada, pois perde também velocidade na execução das atividades.

Outro ponto a ser destacado é a perda de um profissional com grande potencial produtivo. Além dos gastos com processos seletivos e a integração de um novo colaborador, a equipe também fica prejudicada, correndo um sério risco da empresa ficar atrás da concorrência em função da perda de talentos para o mercado.

Por isso, a taxa de rotatividade é um dos principais indicadores de gestão de uma empresa. Acompanhar essa métrica e compreender os gargalos ao longo de todo o processo é necessário para prevenir contratempos nos negócios, além de permitir uma avaliação crítica e abrangente da cultura interna e dos esforços de recrutamento do empregador.

De acordo com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), 90% dos gestores de RH não fazem a contratação de maneira eficaz. Sendo assim, a taxa de turnover é elevada, podendo chegar a até 10%. Segundo um dado da Sólides, uma contratação errada pode custar até 15X o valor de um salário. Você já parou para pensar no que isso pode representar em seu negócio?

Portanto, é imprescindível ter um planejamento com base na cultura organizacional da instituição para definir o perfil ideal de um colaborador para compor a equipe, com elementos importantes para otimizar o processo de seleção. Nesse caso, a tecnologia é a peça-chave que vai ajudar a analisar as skills necessárias à vaga, além do alinhamento à cultura organizacional ao longo do processo de adaptação e engajamento do colaborador. Hoje é necessário utilizar a tecnologia a nosso favor para tomadas de decisões.

A automatização no RH contribui para o desenvolvimento de um setor mais estratégico. Prova disso é a alta demanda por soluções focadas na atração,  desenvolvimento e na gestão dos colaboradores, ajustes de gaps e obtenção de melhores resultados. Apesar das pesquisas mostrarem que a falta de engajamento pode ser um dos principais problemas das organizações, nós enxergamos a possibilidade de transformar o atual cenário, fazendo parte dessa transição do RH convencional para o RH digital, que agiliza procedimentos e auxilia empresas a obterem os melhores resultados com decisões baseadas em dados, reduzindo em até 50% a rotatividade de funcionários. 

Posso dizer que o processo de engajamento de talentos no Brasil apresenta vários desafios em função principalmente da falta de informação. O segredo é se aliar aos recursos completos disponíveis no mercado para otimizar tempo, dinheiro e ainda desenvolver o seu negócio. Utilize a peça-chave para transformação, o seu colaborador. É  simples e vale muito a pena.


Mônica Hauck é Fundadora da Sólides. Graduada e pós-graduada pela UFMG e FGV, com MBA em Gestão Empresarial e especialista em Inovação e Empreendedorismo pela Universidade de Stanford. A empreendedora desenvolveu a ferramenta Profiler e, como referência em Gestão Comportamental, atualmente ministra palestras e cursos por todo Brasil. Também é vencedora do Prêmio Mulheres Notáveis, na categoria Tecnologia.