Por iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com coordenação da Softex, e execução do Instituto Eldorado e da Unicamp, foi criado o Hub de Inteligência Artificial e Arquiteturas Cognitivas (H.IAAC) com o objetivo de desenvolver e disseminar conhecimento sobre tecnologias capazes de integrar diversos recursos de inteligência em dispositivos móveis, tornando-os hábeis em tomar decisões.

“A área de inteligência artificial hoje em dia é muito boa para resolver problemas isolados. No entanto, quando precisamos integrar essas informações para agir em situações mais complexas, ainda nos deparamos com diversos elementos fragmentados. A ideia das arquiteturas cognitivas é dar um passo à frente, pensando em como realizar essa integração e construir uma criatura inteligente”, afirma Esther Luna Colombini, professora do Instituto de Computação da Unicamp.

O Instituto de Computação (IC) e a Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp junto ao ELDORADO farão parte da execução do projeto, enquanto a Softex ficará responsável pela gestão e manejo dos recursos advindos da Lei de Informática.

“O Brasil, país que mais contrata profissionais de IA no mundo, segundo estudo realizado pela Universidade de Stanford, tem procurado se posicionar de forma cada vez mais competitiva na corrida pela liderança na aplicação de IA em negócios. Esse Hub é mais um importante passo nesse sentido. Há muito a crescer em um setor que tende a evoluir cerca de 20% ao ano até 2025, de acordo com o BCC Research”, destaca Diônes Lima, vice-presidente da Softex.

Para o professor do IC da Unicamp, Leandro Villas, o projeto oferece alto potencial de geração de pesquisa disruptiva. “Há a possibilidade de alavancar diferentes nichos tecnológicos e de inovação com geração de publicações, patentes de alto impacto e formação de pessoal altamente qualificado para o ecossistema de tecnologia do país em geral”, afirma.

Os pesquisadores da Unicamp, divididos entre cinco linhas de pesquisa, irão se debruçar em produzir e disseminar o conhecimento tecnológico, enquanto o instituto desenvolverá os protótipos das aplicações.

“Com as sugestões de algoritmos obtidas por meio da pesquisa, traremos essa experimentação para o mundo mobile. Esperamos entender quais elementos de arquitetura que, quando colocados dentro de um telefone, torne-o capaz de atuar de forma inteligente”, explica Mário Henrique Reino Cintra, gerente de P&D do Instituto Eldorado.

A expectativa é de que mais de 50 pessoas trabalhem no Hub, entre alunos de graduação, mestrado e doutorado, pós-doutores e professores da Unicamp, além de oito profissionais do instituto. As chamadas para o programa de pós-doutorado serão abertas em breve. Já o Eldorado espera contratar seis desenvolvedores para completar o time de oito profissionais.