* Por Yago Almeida

Você tem o costume de envolver os seus colaboradores nas decisões da sua empresa? Acha importante ouvir suas ideias e experiências antes de definir estratégias para o seu negócio? Se você respondeu “não” para essas perguntas, é melhor saber um pouco mais sobre a gestão participativa! 

Durante muito tempo, o poder de decisão esteve diretamente ligado a uma hierarquia, ou seja, ao poder. Nesse cenário, as decisões são tomadas pelos chefes e gestores e repassadas para os colaboradores, que devem apenas executar o que é proposto, sem debater ideias ou ter espaço para sugestões. 

Agora, levando em consideração que devemos acompanhar as demandas do novo mercado, eu te pergunto: esse modelo tradicional de gestão está alinhado com um cenário que precisa de mudanças constantes, criatividade e inovação? Ou é melhor optar por um caminho de colaboração, confiança e liberdade? 

Uma boa forma de entender mais sobre a gestão participativa, é pela analogia a um time de futebol: 

Todos os jogadores são liderados por um técnico, que tem uma boa visão estratégica do jogo, mas não entra em campo. Por isso, ele não pode resolver todos os problemas, principalmente aqueles que acontecem de repente, durante a partida.  

Então, o técnico treina o time, estimula a colaboração e gera uma relação de confiança entre os jogadores, para que eles tenham a liberdade de fazer jogadas que levem aos melhores gols no momento do jogo. 

Mas o que aconteceria se esses jogadores fizessem somente aquilo que o técnico mostrou, sem criar nenhuma jogada ou se adaptar às dificuldades impostas por cada adversário? 

Provavelmente o resultado seria inferior ao esperado e o jogo aconteceria sem nenhuma emoção. E isso seria independente da capacidade estratégica do técnico ou da sua autoridade e liderança. 

Da mesma forma, acontece em uma empresa: quando os líderes centralizam o poder de decisão, os ganhos são limitados, baseados na visão de pessoas que criaram o negócio e já se acostumaram com a forma como ele funciona. Essa postura compromete a adaptação da empresa para as mudanças do mercado, dificultando a chegada a resultados melhores. 

Por outro lado, quando os colaboradores podem participar das decisões e debater ideias, abre-se espaço para a inovação, a criatividade e as resoluções mais rápidas de problemas.

 Na Olho no Carro, posso dizer que muitas das inovações e melhorias, tanto nos nossos processos, quanto nos nossos produtos, foram frutos de conversas, debates e de uma escuta ativa para as necessidades dos nossos colaboradores e clientes. 

Em resumo, o ideal é que você seja um ótimo técnico e conquiste o respeito do seu time, mas estimule cada jogador a ousar, construir jogadas com criatividade e ter poder de decisão para enfrentar problemas.


Yago Almeida é o Diretor de Novos Produtos da Olho no Carro, startup que oferece consultas de histórico veicular e ajuda milhares de brasileiros na compra de veículos usados e seminovos. A proposta que o Yago traz, é oferecer aos consumidores total autonomia e maior segurança nas negociações de veículos. Por meio de uma interface cada vez mais intuitiva e fácil, e pelas tecnologias trazidas nas consultas, os consumidores podem ter acesso a informações completas da situação do carro que pretendem comprar e evitar problemas e prejuízos financeiros.