* Por Henrique Carbonell 

O pequeno e médio empreendedor sabe que controlar as finanças de seu negócio não é uma tarefa simples. Qualquer descuido pode comprometer toda a operação e, pior, até custar a sobrevivência a longo prazo. Imagine, então, gerenciar essa área em meio à maior crise sanitária da história. 

A pandemia de covid-19 trouxe impactos profundos no cenário econômico que, evidentemente, reverberaram nas empresas aqui no Brasil. O consumo caiu, novos canais passaram a fazer parte do dia a dia e muitos conceitos mudaram. É preciso ficar atento a essas transformações para manter a estrutura funcionando e garantir o crescimento agora e depois. Confira as principais mudanças já percebidas na gestão financeira: 

1 – Capacidade de readequação

É preciso reconhecer: o mundo que conhecemos antes da pandemia não existe mais. Diversos hábitos e processos que funcionavam anteriormente precisaram ser substituídos ou até extintos porque não atendem mais à nova realidade. No caso das finanças de uma empresa é a mesma coisa. Receitas tradicionais caíram, novas opções comerciais surgiram e é necessário estar atento para se adequar a essas condições, permitindo aproveitar os bons momentos, mas também se preparando para situações pouco vantajosas.    

2 – Controle de novos canais de vendas 

Antes ou agora, no “novo normal”, a gestão do fluxo de caixa segue como um dos principais pilares para o sucesso de uma empresa. É preciso garantir sempre que as receitas sejam maiores do que as despesas. O problema é fazer isso com a entrada de novos canais de vendas e de relacionamento no dia a dia do negócio. De uma hora para outra, as transações passaram a ser feitas por WhatsApp, aplicativos de compra e comércio eletrônico, além da loja física. Sem o devido cuidado, o varejo pode se descontrolar e, no fim, perceber desperdícios e gastos a mais.  

3 – Previsão e análise de dados 

Sim, vivemos um cenário de grande incerteza e não há como saber até quando iremos conviver com o novo coronavírus. Por conta disso, é difícil prever e projetar situações no futuro. Contudo, é justamente pela dificuldade que se torna essencial adotar esse planejamento na gestão financeira. Mais do que nunca, as empresas precisam saber estimar todas as despesas que terão nos próximos meses, permitindo a adoção de estratégias que podem viabilizar as receitas necessárias para manter a operação ativa. Para isso, é preciso se basear em dados e fazer interpretações a partir de diferentes informações. 

4 – Decisões rápidas e assertivas 

Quando tudo muda rapidamente e o que vem pela frente ainda é incerto, a única certeza que o empreendedor precisa ter é não ficar parado. Quanto mais cedo ele agir, melhor! É preciso tomar decisões rápidas e assertivas para sanar possíveis quedas na receita e adotar medidas para deixar as contas em dia. A ordem do dia é agilizar o que der e acompanhar as mudanças.

5 – Tecnologia em posição de destaque

Por fim, é impossível imaginar a gestão financeira do futuro sem o apoio de soluções tecnológicas que automatizam processos e otimizam o controle das receitas e despesas. Não eram poucos os pequenos e médios empresários que ainda utilizavam papel e caneta para administrar seus orçamentos. Quando muito, utilizavam planilhas simples de Excel. O uso da tecnologia tornou-se primordial com a pandemia e,para o controle financeiro, existem soluções no mercado que são capazes de administrar fluxo de caixa, emissão de notas, DRE e uma infinidade de outras coisas de maneira simples, rápida e automatizada.


Henrique Carbonell é sócio-fundador e CEO da F360º, empresa especializada em sistema de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e médio varejo.