* Por Thiago Mazeto

Os e-commerce vêm se estabelecendo cada vez mais no cotidiano do brasileiro. Em 2020, a pandemia e o distanciamento social trouxeram novas visões de mundo e com o comércio não foi diferente. Quem perdeu o emprego por causa da crise e da pandemia, por exemplo, teve a oportunidade de abrir um novo negócio online e quem já tinha a loja física, teve a necessidade de migrar para o mundo digital para continuar atendendo a demanda dos clientes. A expectativa é que as vendas por e-commerce no Brasil em 2021 cresçam 26%, atingindo um faturamento de R﹩ 110 bilhões, mantendo a força do setor e indicando uma consolidação das lojas e dos marketplaces, segundo expectativa da Ebit|Nielsen.

Segundo a pesquisa, o desempenho do e-commerce neste ano será impulsionado pelo crescimento do número de consumidores, consolidação de e-commerces locais, fortalecimento dos marketplaces e maturidade logística do setor para agilizar a entrega em busca de eficiência operacional.

E a tendência é um e-commerce cada vez mais consolidado em nichos não populares. Sabemos que é comum comprar eletroeletrônicos, eletrodomésticos, vestuário, acessórios e outros – sendo itens mais comuns na busca. Hoje vejo que a tendência para 2021 é romper as limitações e paradigmas.

Por ser um ano de inúmeras possibilidades para o e-commerce de nicho, o empreendedor que conseguir identificar um produto, serviço e/ou categoria especializada terá sucesso. Principalmente utilizando as múltiplas ferramentas que já existem no mercado, como plataforma de e-commerce, recurso de marketing, gestão da operação e ferramenta de marketing digital e outras – vai ajudar o empreendedor a se consolidar e crescer.

Sabendo operar essas ferramentas e ter os insights corretos vai conseguir surfar a onda do varejo eletrônico – que veio para ficar. E, em paralelo sendo uma outra tendência de mercado, é o avanço do omnichannel. Quanto mais canais o PME diversificar o seu negócio, existe uma melhora significativa no faturamento dele. Mas também requer uma maior responsabilidade em unificar os canais – evitando a perda de informação, oferecendo uma experiência fluida – desde o início da jornada de compra, até a sua consolidação de compra, pós venda e fidelização da marca. Portanto, lojas nichadas e o avanço do omnichannel – são as tendências que vejo para 21.

Além disso, o primeiro ponto que o empreendedor precisa entender é a questão de aquisição de tráfego. Aquele que cria e disponibiliza uma loja no online, precisa gerar tráfego para ela, ou seja, levar consumidores para a loja. Existem as maneiras orgânicas, como SEO que é um conjunto de técnicas que otimiza o conteúdo do e-commerce para que ele apareça nas primeiras páginas de busca, como o Google, existem também as redes sociais, mídia paga como Google ADS e outro – além do uso dos influencers – que são pessoas compartilhando a experiência de compra ou a experiência de uso do produto ajudam no tráfego de busca da loja online.

Para 2021, vejo que a estratégia é saber posicionar a loja virtual e trazer tráfego – e o legal é levar tráfego para loja virtual é: não existe receita de bolo pronta, não existe um jeito certo. Existem ferramentas prontas e estrutura, mas ainda existe muita coisa inexplorada para aquisição de tráfego. Quem faz o básico, tem resultados. Mas, quem se propor a se dedicar e aplicar diversas formas de tráfego, terá sucesso e uma conversão de venda maior.

E esse é um ponto estratégico, que todo lojista deve ter em mente e estar atento. Com público segmentado e qualificado para sua loja virtual. O empreendedor precisa saber com o que ele está trabalhando. Estudar e buscar novidades sobre o assunto é uma boa maneira de estar inteirado no meio virtual e assim, junto com o omnichannel, trazer o cliente para ótimas experiências. Dessa maneira, o PME fideliza o cliente e aumenta seu negócio. Os e-commerces vieram para ficar, por isso é necessário sempre evoluir junto com a tecnologia.


* Thiago Mazeto, é diretor de Comercial e Marketing da Tray, unidade da Locaweb dedicada ao e-commerce. Graduado em Gestão de Negócios, o executivo possui MBA em Empreendedorismo, Gestão e Marketing pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).