* Por Vivaldo José Breternitz

O rapper americano Will.i.am, fundador do Black Eyed Peas, apareceu em um programa da MTV usando algo que parecia ser o produto do cruzamento de uma máscara de gás com um capacete de extraterrestres.

Um amigo, executivo da Salesforce, perguntou-lhe o que era aquilo e ele respondeu que se tratava de algo em que vinha pensando, um equipamento anti-covid; esse amigo colocou-o em contato com Darius Adamczyk, presidente-executivo da Honeywell, o conglomerado multinacional que fabricou milhões de máscaras N95 em 2020 – essas máscaras, aqui chamadas PFF2, são utilizadas especiantialmente por profissionais de saúde.

Desse contato, nasceu a Xupermask, fabricada pela Honeywell, que está chegando ao mercado. Ela é feita de silicone e malha, tem três ventiladores de dupla velocidade, um sistema de filtragem Honeywell HEPA, fones de ouvido com cancelamento de ruído, luzes LED para a noite, bateria recarregável e capacidade Bluetooth. A máscara permite ouvir música, receber chamadas e tem um sistema que evita o embaçamento dos óculos. O conjunto faz com que o usuário pareça um guerreiro de ficção científica.

A Xupermask custa cerca de 300 dólares e foi desenhada por Jose Fernandez, o figurinista de Hollywood que criou os trajes SpaceX para Elon Musk e trabalhou em filmes como Pantera Negra, Vingadores e X-Men 2. Ela será vendida diretamente ao consumidor.

É uma aposta, aparentemente arriscada, em um momento em que as vacinas estão sendo mais amplamente distribuídas nos Estados Unidos e estados como Texas, Indiana e Mississippi estão relaxando as exigências quanto ao uso de máscaras. Pode ser que seja uma amostra do futuro das máscaras faciais, caso elas continuem sendo necessárias, ou então, mais um fracasso envolvendo o uso de tecnologia.


* Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.