Os pilares do propósito

* Por Sérgio Roque

Vamos pensar em uma metáfora: 

O homem é um ser sentado em uma cadeira de quatro pernas, seu relacionamento com as pessoas que ama, sua família, relacionamentos e amigos, seu relacionamento com as pessoas com quem trabalha, sua vida profissional, seu relacionamento com o mundo que vive. Seu país, cidade, bairro, sua rua seus vizinhos e seu relacionamento consigo mesmo ou Deus, seu processo de autoconhecimento ou sua vida espiritual.

Estes relacionamentos exigem investir um tempo diário, ter objetivos para criar ou melhorar seus relacionamentos em cada pilar e uma agenda para alcançá-los. 

Todos nós temos 24 horas por dia para sermos quem somos e fazermos o que temos que fazer e, a maioria de nós investe grande parte destas horas no pilar profissional e uma outra parte no pilar familiar, social ou amoroso. Os outros pilares recebem muito pouca ou nenhuma atenção.

São poucos os que têm objetivos claros para sua vida profissional e muito menos, para ser elegante e não dizer que quase ninguém, tem objetivos para o seu relacionamento nos outros pilares.

Não investimos tempo em nós mesmos, em um processo de autoconhecimento profundo e uma relação consigo mesmo e, para quem acredita, nosso relacionamento com Deus. E o que nos faz repensar a vida? Analisar nosso propósito? Procurar novos caminhos e equilíbrio? Quem nos faz pensar em nós e eventualmente em Deus? 

As outras três pernas da cadeira. Invariavelmente estamos com problema em alguma delas. Alguém que amamos está doente, ou alguém perde o emprego, ou trabalhamos 14 horas por dia e não temos tempo nem energia para mais nada. Ou crises de mercado ou do mundo, como a pandemia. Os problemas sociais que vivemos em nosso mundo, pobreza, violência e ignorância.

No nosso dia a dia esquecemos do pilar social. Não ajudamos, não ensinamos aquilo que sabemos, não damos o retorno dos privilégios que temos para aqueles que não tem privilégio algum e perdemos a enorme chance de inserir um significado muito mais intenso na vida.

A maioria das pessoas considera ter um pilar social porque apoiam uma causa na internet ou pagam um boleto mensal para ajudar quem não conhecem. A maioria das pessoas consideram autoconhecimento fazer instrumentos que lhe dão suas características. E quantas fazem terapia sem usar este maravilhoso processo para se conhecer um pouco mais e mudar realmente?

A maioria das pessoas considera ter uma vida espiritual frequentando qualquer religião de tempos em tempos. O grande problema é que não tendo um dos pilares na vida e com problema que derrube um outro não tem como ter equilíbrio e muito menos pensar em propósito. Ninguém se senta em cadeira de duas pernas.

Achamos que dominamos nossas vidas, nossas escolhas e resolvemos nossos problemas, porém na verdade estamos mesmo é arrastando a bunda no chão de um lado para o outro, sempre preocupados, sempre correndo, sempre ansiosos, estressados, depressivos, sempre sendo nós mesmos sem mudar nada para sermos melhores e melhorar nosso mundo.

Para quem está começando algo, que tal colocar objetivos além do negócio para você e todos da empresa? Além de um plano de carreira claro, objetivos de qualidade de vida, objetivos sociais e de propósito?

São quatro pilares. Pense para não ter que repensar mais tarde!


Sergio Eduardo Roque é coach executivo e de vida com foco em processos de autoconhecimento na SerOQue Desenvolvendo Pessoas. Com formação em engenharia (FAAP) e marketing (ESPM) atua há mais de 25 anos no mercado como executivo e empreendedor.

Espaço Exclusivo para Executivos e Empresários transmitirem conhecimento, experiência sobre carreira no mercado corporativo, transição de carreira de executivo para empreendedor, dicas e mentoria para quem está iniciando como Startups ou precisa se capacitar para tornar-se um Gestor.

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