Muitos empreendedores optam por lojas físicas na hora de investir em um negócio, mas a pandemia do coronavírus trouxe à tona a importância de também ter presença digital. O e-commerce registrou forte ascensão neste ano, com penetração de 46% no mercado, de acordo com Fecomércio-SP, mostrando um futuro promissor a ser explorado.

“O on-line não elimina o off-line, eles se complementam. É importante estar onde o consumidor busca, atendendo todo o público com uma base mútua de apoio no processo de compra. O futuro do varejo é omnichannel”, explica Willians Marques, diretor-geral e fundador da Tray, plataforma de e-commerce e unidade de negócios do Grupo Locaweb.

O omnichannel consiste em estar presente em diversos canais para oferecer melhores experiências aos clientes e, a partir de então, desenvolver uma relação de confiança entre as partes. Por isso, é importante que o empreendedor construa a mensagem de sua loja em conteúdo audiovisual, textual, e educativo para ambientes físicos e virtuais, tendo ferramentas interativas para suporte, como aplicativos, além de um canal específico para sanar dúvidas.

De acordo com uma pesquisa feita em 2019 pelo SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, 97% dos consumidores fazem pesquisa na internet antes de comprar na loja física, e desta base, 84% desistem de concluir a compra em determinado estabelecimento por opiniões negativas sobre a loja virtual. Ou seja, o melhor preço não é o único agente responsável pela decisão, mas também a confiança e o atendimento.

De acordo com dados da Social Miner, também unidade de negócios do grupo Locaweb, em parceria com Opinion Box, 14% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar apenas on-line em 2021, 38% devem comprar só em lojas físicas e 49% querem mesclar as compras entre on-line e off-line (número bem superior ao de comprar híbridas em 2019, que ficou em 29%). Ainda de acordo com a pesquisa, 59% dos que consumiram em e-commerces durante a pandemia, o fizeram em lojas nas quais já haviam comprado no ambiente físico, por isso a importância de estabelecer uma relação de confiança, já que a familiaridade com a marca pode definir uma compra.

“A pandemia vem mudando hábitos de consumo, mas ainda há um longo caminho a se percorrer. A pesquisa aponta ainda que 27% dos potenciais clientes afirmaram ainda não se sentir absolutamente seguros comprando on-line por questões como frete. Ao investir em uma plataforma de e-commerce é preciso prestar atenção nas integrações que ela oferece, isso pode ajudar a economizar tempo e dinheiro, refletindo em transparência e segurança para o consumidor final”, explica Marques.

Por último, os novos consumidores estão em muitas plataformas e anseiam por informações, por isso, é fundamental que o estabelecimento ofereça conteúdo em redes sociais, sites, aplicativos e lojas físicas, se adequando à demanda do mercado e oferecendo uma boa experiência de compra.