* Por Mônica Hauck

O mercado de trabalho mudou muito nos últimos anos. Hoje em dia, algumas profissões passaram a ser muito mais requisitadas e por isso o número de vagas tem aumentado significativamente. Mas, ao mesmo tempo que há uma demanda muito grande para algumas funções especificas, há outras que tem mais candidatos do que postos de trabalho e com isso o número de desempregados vem crescendo mês a mês.

Segundo informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgado em parceria com o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil no último trimestre do ano passado, chegou a 14,1%. Em contrapartida, outro dado interessante mostra que a taxa de desocupação nos postos de trabalho está em 13,7% e a porcentagem de candidatos qualificados acima de 25 anos com ensino superior é menor do que 6%, de acordo com uma pesquisa da Robert Half, consultoria de recursos humanos. 

Diante desses números, podemos perceber que as habilidades técnicas, conhecidas como Hard Skills estão escassas dentro das instituições. Para mudar esse cenário é preciso medir as qualidades comportamentais antes de contratar ou promover um colaborador. Isso porque, qualificar pessoas ou reconhecer um bom candidato para uma determinada função é um grande desafio para os gestores. Mas, hoje é possível contar com recursos tecnológicos que vão diminuir esse grande gap que existe em vários segmentos, como por exemplo na área de tecnologia, onde a demanda por profissionais experientes tem sido cada vez maior.  

Para se ter uma ideia, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), as vagas de tecnologia como serviços de TI, desenvolvimento de software, in house e telecomunicações, subiram 1,18%, ou 14 mil postos de trabalho. Contudo, a falta de pessoas qualificadas e a tentativa de reter esses talentos aumentou a oferta de salários.

Embora esteja difícil encontrar profissionais para essa área, existem atualmente recursos tecnológicos que tornam os processos seletivos mais ágeis, dinâmicos, humanizados e intuitivos. Com o uso de Inteligência Artificial e People Analytics também, a escolha do candidato ideal será muito mais assertiva, isso porque, o meio digital tem a capacidade de manter as informações dos candidatos armazenadas e organizadas em um banco de talentos qualificado, ajudar com os feedbacks, realizar testes online e reduzir o tempo de contratação. 

Dessa forma, podemos concluir que a tecnologia tem sido uma grande aliada, principalmente porque o mercado corporativo precisa de pessoas capacitadas para resolverem problemas e trazer soluções, e ela faz com que o processo de seleção traga resultados relevantes para as empresas. Por isso, não hesite em utilizar soluções inovadoras para resolver os gargalos de contratação. 


Mônica Hauck é Fundadora da Sólides. Graduada e pós-graduada pela UFMG e FGV, com MBA em Gestão Empresarial e especialista em Inovação e Empreendedorismo pela Universidade de Stanford. A empreendedora desenvolveu a ferramenta Profiler e, como referência em Gestão Comportamental, atualmente ministra palestras e cursos por todo Brasil. Também é vencedora do Prêmio Mulheres Notáveis, na categoria Tecnologia.