* Por Luciane Souza

Somos surpreendidos com novos elementos e formatos no mercado com alguma periodicidade. É natural para a evolução de diferentes setores. Mas nos últimos tempos temos acompanhado uma grande aceleração no surgimento de novas escolas e tendências. Para mencionar algumas, as fintechs, edtechs, unicórnios e até mesmo definições de startups.

E não podemos deixar de lado as derivações de perfis profissionais. Onde antes tínhamos um designer, hoje temos o CX, o UX, o EU, o DevOps e por aí vai… São inúmeras novas classificações para atender diferentes demandas dos consumidores e das empresas. E não vou nem entrar no mérito de novas redes sociais – alô, Clubhouse, que dominou as conversas online nas últimas semanas.

De novo, o movimento é natural! Faz parte da necessidade das empresas e indústrias em acompanhar e se adaptar aos avanços do mercado – e, principalmente, aos novos perfis de clientes, cada dia mais digitais.

Mas é inevitável que eu me questione, com certa frequência, como todas essas novidades são entendidas, assimiladas e absorvidas no dia a dia das empresas. E como nós, enquanto empresas, nos preparamos para esse novo universo que se expande a cada dia? A resposta eu ainda não tenho – e acredito que pouca gente tenha –, mas tenho caminhos possíveis para ela.

A chegada de novidades faz parte de um processo de harmonização entre o “novo” e o “velho”. O antigo e tradicional com a inteira experiência profissional relacionada aos conhecimentos técnicos adquiridos ao longo da carreira e o novo com ideias, criatividade e potencializado por um cenário dinâmico que, mais do que nunca, está carregado de inovações e otimizações. A oportunidade de unificar os dois mundos, canalizando-os no mesmo objetivo, é, para mim, a receita do sucesso.

É importante que no processo de identificação das novidades e na corrida para incorporá-las, não nos esqueçamos da experiência do “velho”. O horizonte de oportunidades e conquistas é ilimitado a partir do casamento das duas escolas.

As empresas que souberem incluir o novo e as tendências em um ambiente de experiência, certamente saem na frente e conquistarão importantes diferenciais competitivos. 

O que a sua empresa está fazendo nesse sentido?


Luciane Souza, diretora de operações da Home Agent, startup membro do Cubo Itaú. Pedagoga graduada pela Faculdades Metropolitas Unidas (FMU), tem mais de 25 anos de experiência em Operações de Call Center, nos últimos três à frente da diretoria da startup Home Agent. Atuação em empresas como HP, First Data, Sitel a frente de operações de diferentes segmentos: Adquirência (Cielo e Bin), Financeiro (Santander, Panamericano), Varejo (C&A, Hering, Centauro), Saúde (Doutor Consulta).