Mais uma temporada do programa “O Anjo Investidor” chegando ao fim e com ela, vários cases de startups que buscam um investimento de um dos principais especialistas no assunto do país: João Kepler. A cada episódio, você ainda tem a oportunidade de acompanhar uma orientação exclusiva de vários mentores, além de conhecer de perto sobre as dores de cada empresa, seus desejos e expectativas com o aporte.

Na semana anterior, você conheceu a startup Hi (Healthcare Intelligence), plataforma que fornece dados e telefisioterapia para sistemas de saúde e convênios. Joel Jota, ex-atleta da Seleção Brasileira de Natação e mestre em Ciências do Esporte pela Universidade de São Paulo (USP), foi essencial no processo de captação do aporte com sua mentoria de anjo.

Hoje você vai conhecer a Mais Vívida, startup que conecta jovens à pessoas acima de 65 anos, com soluções para combater o isolamento social e a inclusão digital. “O que basicamente a gente faz é resolver o problema do isolamento do idoso, essa pessoa que passa muito tempo em casa sozinha, em geral, depois de se aposentar, e ainda não estando doente, não precisando de um cuidador, nem nada disso”, comenta Viviane Paladino, CEO da empresa.

A startup nasceu com o objetivo de trazer mais qualidade de vida para o idoso, ou “vividos”, termo cunhado pela própria empresa para caracterizar seu público-alvo. “A gente se conheceu num curso de MBA, os três fundadores, os três com uma história muito pessoal com os vividos dentro de casa. E quando a gente foi pesquisar o mercado, percebemos que muitos enxergam o idoso sempre como doente e por isso resolvemos trazer a proposta da Mais Vívida, olhando o vivido como uma pessoa super ativa ou com toda uma vivacidade para ser explorada. Então nosso propósito é trazer qualidade de vida e autonomia para os vividos”, contou Lilian Glaisse, Costumer Experience da Mais Vívida. 

Glaisse também comemorou o fato de estar inserida neste mercado, identificado por ela como sendo “uma grande e grata surpresa”. “É um mercado super acolhedor e também se prontificou a apoiar o empreendedorismo feminino. O tempo inteiro a gente se sentiu empoderada, o nosso sócio, que também é fundador da empresa, foi o primeiro a dizer que queria ter como CEO uma mulher, então a gente recebeu apoio dentro da empresa e fora”.

Conheça um pouco mais da startup no vídeo abaixo!

Mentoria da semana

Leila Navarro, empresária, escritora e palestrante, foi a mentora da semana no programa. Ela elogiou o nome dado ao público alvo e reforçou a importância da iniciativa, sobretudo nos dias de hoje. “Eu não gostei desse nome, idoso. Vivido ficou muito melhor. Eu tenho uma ideia bacana para vocês. O mundo dos vividos é muito heterogêneo, a gente fica surpreso hoje em dia quantos tipos de pessoas estão passando por isso, porque eu estou pensando nessa diversidade. E tem umas pessoas que ficam meio que perdidas”.

Navarro ainda reforçou a importância de valorizar a memória afetiva do idoso, sabendo das particularidades que a terceira idade traz. “Quando você vai dormir, você tem a sensação de que você foi querido, que você foi amado. Então eu acho que qualquer relação verdadeira, quando o idoso vai dormir, depois daquele contato, ele se sente preenchido, se sente amado, sente que alguém escutou”.

Por outro lado, chamou a atenção para que a startup foque mais no seu modelo de negócios. “A ideia de vocês é muito interessante. Precisa de mais gente conhecendo essa ideia. E às vezes o que eu acho que vocês estão abrindo demais e de repente, para o investidor, fica difícil. Na hora que você abre demais, fica difícil de eu te vender. Eu acho que vocês vão ter que escolher focar em uma coisa que possa ser mais rentável, que seja mais fácil pro investidor perceber”. E completou. “Eu acho que o mercado está preparado e pronto para isso e necessitando disso. Se eles trouxerem um plano de negócios focado na tecnologia, eu acho que há uma possibilidade”.

Confira abaixo o vídeo com a mentoria completa!

A CEO ainda falou sobre a expectativa de participar do programa “O Anjo Investidor”, bem como da oportunidade de estar frente a frente com João Kepler, buscando entender quais são os gaps da startup e onde podem ganhar escalabilidade. 

“Hoje a gente tem três momentos que a gente acredita que precisam entrar mais fortemente com aporte financeiro: o momento de investir no aplicativo; a nossa equipe de operações que precisa crescer e também a parte de marketing. Como a gente é uma empresa B2C, a gente precisa gerar mais leads para poder crescer. Então para ganho de escalabilidade, a gente acredita que o programa vai nos dar visibilidade, orientação e quem sabe o aporte”.

Quer saber se a startup vai conseguir o tão sonhado investimento? Confira o vídeo abaixo!