* Por Exame.com

Mais de 45 anos depois de criar a Apple ao lado de Steve Jobs, Steve Wozniak está começando uma segunda empresa. Um dos maiores nomes do mercado de tecnologia, o empresário está à frente da startup Efforce, que atua com serviços de blockchain com foco em levar mais sustentabilidade para o ambiente corporativo.

Com sede em Malta, um polo global para pequenas empresas de tecnologia, a Efforce nasceu em 2018 e foi cofundada por Jacopo Visetti. Durante este tempo, a empresa operou de forma forma silenciosa. Somente na última quinta-feira (3) que os holofotes foram direcionados para a operação, quando a companhia anunciou que um de seus cofundadores era Wozniak.

Ainda não há muito para ser dito sobre o novo empreendimento. Em seu site, a Effoce explica que seu propósito tem o objetivo de permitir que investidores possam “participar em projetos de eficiência energética, adquirindo poupanças futuras simbolizadas” ao mesmo tempo em que suas companhias se beneficiam de melhorias “sem custos”, conforme reportado pela CNBC.

“Nestes tempos difíceis, muitas pequenas empresas estão lutando. Eles não podem se dar ao luxo de mudar para iluminação LED, agilizar os processos de produção ou mesmo isolar para conservar o calor, o que poderia economizar dinheiro a longo prazo”, disse Jacopo Visetti, líder do projeto e cofundador da Efforce, em comunicado.

Em um texto publicado na plataforma Medium, Wozniak afirma que “o consumo de energia e as emissões de CO2 em todo o mundo aumentaram exponencialmente, levando a mudanças climáticas e consequências extremas para o meio ambiente”. Para ele, é possível reduzir estes índices sem uma mudança drásticas nos hábitos de consumo. “Podemos salvar o meio ambiente simplesmente fazendo mais melhorias de energia”, diz.

A Efforce vai atuar no mercado com uma criptomoeda própria, denominada WOZX. Ela funciona de forma semelhante a outras moedas virtuais, como o Bitcoin, sendo descentralizada e tendo seu valor altamente volátil. O token foi disponibilizado na plataforma de negociações HBTC.

A ideia é de que o token seja utilizado quase que como parte de uma ferramenta de financiamento coletivo de projetos de energia sustentável. “As empresas terão então mais caixa disponível para usar em outros projetos críticos, como infraestrutura ou contratações”, disse Visetti.

* Por Rodrigo Loureiro, para a Exame.com