A Condopay, fintech de soluções para condomínios, recebeu um aporte de R$ 500 mil através de investimento-anjo. Este, porém, não é o primeiro feito na empresa: sua fundação ocorreu através de um processo chamado de bootstrapping, no qual o próprio fundador da startup faz o primeiro aporte.

“Eu e a esposa fizemos o investimento natural para o “nascimento” da empresa (consultoria, marca, escritório etc.), investimento esse de R$ 200 mil. Os outros dois foram de investidoras-anjo (R$ 300 mil + R$ 200 mil)”, conta Emanuel Silva, CEO da Condopay.

Segundo ele, o novo investimento será destinado para promover o crescimento de vários setores dentro da organização. “Ampliação para concessão de empréstimo consignado para funcionários de condomínios e, ainda, fluxo de caixa para suportar a antecipação de recebíveis (pagamentos de taxas condominiais via cartão de crédito) e, ainda, investimentos em marketing digital”, disse.

História da startup

A ideia da criação da startup, que hoje também é considerada uma instituição de pagamento, teve início a partir de um dos maiores problemas quando o assunto é gerenciamento de condomínios: a inadimplência.

“Condôminos inadimplentes geram desconforto social para eles próprios e instabilidade financeira para todos os outros condôminos que honram seus compromissos. No Brasil, existe uma taxa real, em média, de 6% de inadimplência em condomínios. Ou seja, é uma realidade de todos os condomínios no Brasil e a Condopay nasceu para erradicar esse mal que tira o sono de todos”.

No Brasil, segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais (ABRASSP), em 2018, mais de 68 milhões de pessoas moravam em condomínios no país, movimentando mais de R$ 165 bilhões por ano. Com a conta digital oferecida pela startup, é possível, dentre outros serviços, pagar a taxa condominial exclusivamente no cartão de crédito.

“O condomínio, por ser pessoa jurídica sem fins lucrativos, torna-se um cliente não muito atraente para os bancos tradicionais, entretanto, paga-se por todas as tarifas operacionais e, não consegue sequer um cartão de crédito para utilização”, reforçou Emanuel. De acordo com ele, o feedback dos clientes tem sido positivo. “Os melhores possíveis. Novidades e ferramentas úteis, além do preço atraente nas operações”.

Emanuel Silva, CEO da Condopay.

Novidades 

Com a pandemia, a empresa também viu seus números crescerem, o que Silva atribui a uma certa mudança de comportamento por parte dos condôminos. “Muitos moradores reclusos em seus apartamentos passaram a prestar mais atenção nesse importante bem, já que manter a saúde financeira em dia é de suma importância”.

A empresa também se prepara para a chegada do PIX, novo sistema de pagamentos que começa a funcionar oficialmente a partir do mês que vem. “Apesar da legislação condominial ser tradicional, todas as ferramentas atuais serão aplicadas. A Condopay é um marketplace para todas as empresas que prestam serviços para condomínios, mercado esse que movimento 300 bilhões ao ano”, destacou.

Atualmente, a empresa atende apenas no estado de São Paulo. Entretanto, já trabalha na expansão para o restante do sudeste a partir do início de 2021 e até a metade do ano, para a região sul. A expectativa é de que os serviços da Condopay estejam disponíveis para todo o país no segundo semestre.

Por fim, falou sobre as perspectivas para a empresa depois que a pandemia passar. ”As melhores possíveis, onde, principalmente os condomínios novos que estão sendo entregues jamais terão experiência com os bancos tradicionais e sua falta de “carinho”, finalizou.