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Um hub de inovação focado em acelerar startups da área da saúde. Este é o propósito do Vibee Unimed VTPR (Vales do Taquari e Rio Pardo) com sede em Lajeado, no Rio Grande do Sul. O local conecta empreendedores com profissionais, empresas do segmento e potenciais investidores através de programas de aceleração.

A Unimed VTPR é a primeira cooperativa médica das américas e, em 2021, completará 50 anos de existência. O Vibee, por sua vez, nasceu após uma série de iniciativas de inovação desenvolvidas dentro da unidade da Unimed, que vão desde a utilização de metodologias ágeis e de Design Thinking para melhoria dos processos até projetos internos de fomento à criação e desenvolvimento de ideias.

No ano passado, esse movimento ganhou ainda mais força quando foi criado o Innovation, um programa de conexão com startups baseado em desafios da cooperativa. “Após a realização da primeira edição do Innovation, a Unimed VTRP percebeu que possuía um grande potencial para auxiliar no desenvolvimento de startups, porque é uma organização aberta para novas possibilidades e acredita no poder da inovação para oferecer um atendimento cada vez melhor para os seus clientes. Esse sentimento foi reforçado quando a diretoria visitou o Vale do Silício e viu iniciativas de grandes empresas com espaços montados para aproximar as organizações das startups”, destacou Rafael Zanatta, head do Vibee Unimed VTRP. 

Nesse espaço do tempo, a ideia de criar o Vibee foi amadurecendo e no início de 2020, o espaço físico já estava pronto para ser usado. “Nesse momento, evoluímos a ideia de que o Vibee fosse apenas um espaço de coworking para se tornar um hub de inovação, focado em programas de aceleração de startups e fomento ao ecossistema empreendedor das regiões do Vale do Taquari e Rio Pardo, região de atuação da Unimed VTRP”, contou.

Rafael Zanatta, head do Vibee Unimed VTRP.

Lajeado: inovação no sul do país

Desde 2018, através do Pro Move Lajeado, membros de vários setores e a comunidade se reúnem para definir estratégias a serem implementadas para transformar a matriz econômica do município, focando na inovação e tecnologia. “Nesse meio tempo, começamos a ver a criação de hubs de inovação (como o Vibee), aceleradoras privadas e iniciativas públicas para incentivar o empreendedorismo. Sabemos que as coisas não acontecem da noite para o dia, mas em algum momento, precisamos iniciar e dar velocidade para que os projetos possam apresentar resultados e com isso engajar cada vez mais a cidade”.

Zanatta ressaltou como é desenvolver uma iniciativa como o Vibee fora das capitais, como São Paulo e Porto Alegre, conhecidas por concentrarem diversas iniciativas deste tipo. “É sempre desafiador, mas ao mesmo tempo entendemos que nossa abrangência não está limitada por barreiras geográficas. Sabemos que podemos ser relevantes para as startups de saúde porque participamos, direta ou indiretamente, de todos os processos na vida dos pacientes e esse conhecimento faz toda a diferença para as startups que estão validando e modelando os seus negócios”.

Ainda de acordo com ele, a criação de hubs em outros locais que não os grandes centros precisa estar acompanhada de uma convicção por parte da organização: de que a inovação é o caminho para a transformação dos negócios. Entretanto, ela não pode ser feita de maneira isolada. “Ele [o hub] precisa estar alinhado com as características que a organização ou região apresenta para que ele seja relevante e com isso, atraia startups do setor pelas suas características únicas. É por essa razão que envolvemos toda a cooperativa em iniciativas que ampliem as habilidades necessárias para promover e desenvolver a inovação”.

Para ele, o ecossistema de startups no Brasil ainda possui um potencial enorme para continuar crescendo. “Acredito que já evoluímos muito, mas ainda há muito espaço para o desenvolvimento do ecossistema, fortalecendo as diversas áreas que ele precisa para se tornar mais robusto (pessoas, capital, iniciativas empresariais, etc)”, apontou.

Entrada do escritório da Vibee em Lajeado, Rio Grande do Sul.

Programas de aceleração

Atualmente, os programa de aceleração do Vibee são divididos em duas vertentes: uma para as startups em fase inicial (Vibee Start) e outra para quem está em fase de crescimento (Vibee Go). O hub ainda conta com o Vibee Investimento, programa voltado para empresas que já estejam em processo de tração e buscam investimentos.

O head conta que o Vibee optou por essa divisão para facilitar o trabalho de auxílio das startups em fases diferentes de desenvolvimento. “O Vibee Start busca startups que estejam no processo de ideação, com uma ideia do que seria o MVP e com a equipe ainda em formação. Nessa fase ainda existe a necessidade de avaliar o problema que está sendo resolvido, se a solução é adequada e se existe um tamanho de mercado que justifique a criação de uma startup com base nisso. Já o Vibee Go busca startups que estejam no processo de validação, já buscando a operação. Nesse caso, as startups já possuem um MVP, alguns integrantes da equipe trabalham em tempo integral e já existem clientes utilizando o produto/serviço”. As inscrições são abertas duas vezes ao ano.

No final do mês passado, 12 startups foram selecionadas para participar de uma das edições. Neste momento, as empresas estão na fase de diagnóstico, isto é, cada uma delas está sendo analisada de forma individual para entender qual sua a realidade e como o Vibee pode ser relevante no seu desenvolvimento. Todos os custos envolvidos são de responsabilidade do hub.

“Analisamos 6 pilares (produto, mercado, canais, gestão, time e capital) e, após mapeados, oferecemos capacitações e mentorias para que a startup possa superar um eventual gap que ela tenha. Além disso, um ponto muito relevante para as startups é o acesso a nossa rede de profissionais que vivenciam no dia a dia a dinâmica do setor de saúde e conseguem propiciar importantes insights para quem está lá na ponta empreendendo”, afirmou Rafael. Os programas se desenvolvem pelo período de 6 meses. Ao final desse período, a startup que atingiu os objetivos é graduada e pode receber investimento para entrar no portfólio de investidas do Vibee Unimed. 

Rafael ressaltou que desde a sua criação, o hub foi idealizado de forma completa, de modo que os programas de aceleração e também de investimento fossem devidamente estruturados, sobretudo neste ano de pandemia. “Decidimos iniciar a fase de investimento em 2021 porque acreditamos que temos uma curva de aprendizagem importante para superar nesse primeiro semestre”, disse.

Instalações da Vibee em Lajeado, Rio Grande do Sul.

Pandemia

Mesmo com o novo coronavírus, as atividades não pararam no hub, como contou Rafael. “A pandemia seria o motivo ideal para qualquer organização paralisar um projeto como o Vibee, mas na Unimed VTRP, sabemos do valor que a inovação proporciona no longo prazo e dessa forma, mantivemos o cronograma de lançamento do espaço e do programa de aceleração”.

Por fim, acredita que a telemedicina, impulsionada pela pandemia e que alavancou o mercado das healthtechs, tenha sido o início de todo o “boom” que essas startups estejam vivendo, reforçando ainda mais o segmento através de soluções inovadoras. 

“Acredito que a pandemia colocou um holofote nas ações que já estavam em andamento e impulsionou novas iniciativas e principalmente os investimentos voltados para esta área. Acredito que o mercado da saúde continuará sendo um terreno fértil para o surgimento de novas startups por conta das inúmeras descobertas que estão revolucionando a maneira como “resolvemos” os problemas”, finalizou.

Confira abaixo um tour pela sede da Vibee em Lajeado: