* Por Exame.com

Um usuário do Apple Watch enviou um e-mail um pouco inusitado para Tim Cook, o presidente da empresa. Segundo o site AppleInsider, o homem chamado Raymond descobriu uma condição cardíaca graças ao relógio da marca — doença que médicos não conseguiram detectar. No e-mail enviado a Cook, Raymond agradece a Apple pela função de eletrocardiograma (ECG) disponível nos relógios.

Na noite anterior ao e-mail, Raymond afirmou que se sentiu “estranho” e, para descobrir o que tinha, usou a função de ECG em seu Apple Watch. Antes disso, no entanto, ele havia ido a um hospital e fez uma bateria de exames, mas todos voltaram com resultados positivos. Depois da identificação de alteração no ECG pelo relógio, Raymond voltou ao hospital e teve o problema no coração confirmado.

Cook respondeu ao e-mail depois de 10 horas. “Isso nos inspira a seguir em frente”, afirmou ele.

Mas essa não é a primeira vez que o Apple Watch faz uma façanha do tipo.

No ano passado, uma mulher no Kansas, Estados Unidos, teve o seu hipertiroidismo identificado graças ao relógio. Isso porque o smartwatch enviou uma notificação para ela de que seu coração estava batendo muito rápido, a 120 batidas por minuto. Depois da surpresa, ela foi ao médico e foi diagnosticada corretamente.

Também nos Estados Unidos, outro homem começou a se sentir mal, mas não sabia exatamente o porquê. Seu relógio inteligente da Apple mostrava que seus batimentos cardíacos estavam um pouco acelerados. Ele procurou um hospital e também foi diagnosticado com uma doença cardíaca.

No Brasil, Jorge Freire foi alertado que seu coração estava passando dos 140 batimentos por minuto por mais de dez minutos. Freire, então, foi ao pronto socorro — e teve um quadro de taquicardia identificado pelos médicos. “Posso dizer que o Apple Watch 5 me salvou”, afirmou ele em uma publicação em sua página no Facebook.

Eletrocardiograma de pulso

A função do ECG já está disponível no Apple Watch desde 2018, quando a Apple desenvolveu um sistema capaz de efetuar um eletrocardiograma tradicional. Os dados ficam guardados no aplicativo Saúde, no iPhone, e podem ser compartilhados com médicos para que eles tenham acesso aos registros sobre a saúde do coração do paciente.

No começo do ano a função foi liberada pela Anvisa aqui no Brasil.

A Samsung também adotou a ferramenta em seus relógios. O Galaxy Watch3 é a nova aposta da empresa contra o Apple Watch 5. O dispositivo é a central de saúde da sul-coreana. Ele mede atividade, sono, batimento cardíaco, saturação de oxigênio e faz até eletrocardiograma.

* Por Tamires Vitorio, para Exame.com