* Por Gabriel Malinosqui

O assunto mais comentado do momento é o trabalho remoto, afinal, a grande maioria das empresas foram “forçadas” a adotar esse tipo de trabalho e todos nós estamos consumindo muito conteúdo sobre isso.

É natural, pela falta de experiência, buscarmos mais conhecimento sobre o tema. O problema é que grande parte dos conteúdos disponíveis são mais do mesmo.

Por isso, vim trazer um conteúdo bem diferente, que eu mesmo conheci recentemente, vamos lá? Esses níveis são baseados na empresa Automattic, que possui cerca de 1000 colaboradores trabalhando remotamente.

Recentemente, Matt Mullenweg, CEO da companhia apareceu no podcast Making Sense e lá ele explicou sobre os 5 níveis de um time remoto.

Nível 1: Ação não premeditada

No primeiro nível, as empresas não têm a intenção de trabalhar remoto, mas sim foram obrigadas por algum motivo.

Então os colaboradores utilizam de whatsapp e e-mail para contato com o seu time, em alguns casos até o telefone para reuniões mais densas. Eles irão adiar a maioria das tarefas até a volta ao escritório.

Segundo ele, esse nível funciona por um dia ou dois, no máximo.

Nível 2: Recriando o escritório online

Aqui as pessoas já têm acesso a ferramentas de videoconferência e mensagens específicas para trabalho, como Slack e Zoom. Porém, em vez do time criar uma nova maneira de trabalhar, voltada ao remoto, tentam recriar o que tinham no escritório.

Dessa maneira todos os maus hábitos continuam, desde reuniões que poderiam ser e-mails e interrupções, agora via Slack ou qualquer ferramenta de texto. Nesse momento as pessoas ainda necessitam estar online no “horário comercial” e precisam utilizar ferramentas de “vigilância” no computador.

É aqui onde a maioria das empresas estão, por conta da covid-19.

Nível 3: Adaptação

É no terceiro nível que as empresas começam a realmente tirar proveito do trabalho remoto. Começa-se a utilizar de ferramentas colaborativas e em nuvem em tempo real, facilitando o trabalho como um todo e gerando menos ruído na comunicação.

É aqui que as empresas começam a investir em melhores meios de comunicação para seus colaboradores. Além disso, a comunicação escrita começa a ser prioritária na empresa, portanto a comunicação por áudio ou vídeo somente é realizada quando é realmente necessária.

Nível 4: Comunicação assíncrona

Talvez esse seja um dos conceitos mais difíceis de serem atingidos, afinal, nesse nível, cada colaborador responde quando for melhor para ele.

Na realidade, se você parar para pensar, a maioria das coisas realmente não precisam de resposta imediata. Para a maioria delas, uma mensagem no Slack ou um e-mail bastam, e dessa forma, os remetentes respondem quando for conveniente.

Empresas que realmente utilizam de uma comunicação assíncrona não veem sentido em controlar horas ou horário de trabalho. Já estão acostumadas com uma cultura de resultado.

Nível 5: Nirvana

Nesse nível o seu time distribuído performa mais que qualquer time alocado. Aqui a organização é focada realmente no resultado que seu trabalho gera.

A empresa consegue usar de todos os benefícios que um time distribuído pode oferecer, como facilidade de contratação, economia e engajamento.

O objetivo do artigo é você encontrar em qual nível está para buscar as possíveis soluções e melhorar o resultado do seu time. Lembre-se, nesse momento a grande maioria de nós ainda está se adaptando, então é normal encontrar dificuldade nesse processo de transição.

Se você tiver alguma dúvida, deixe aqui nos comentários que responderei o mais rápido possível.


gabrielGabriel Malinosqui é formado em Ciência da Computação pela Universidade Paulista.  É apaixonado por empreendedorismo e quer mudar a vida das pessoas com tecnologia. Valida startups digitais desde os 17 anos e após aprender bastante com o mercado, fundou com outros sócios a ez.devs, empresa com foco em ajudar pessoas a tirarem seus produtos digitais do papel. Desde então já contribuiu para a evolução dos projetos de mais de 20 startups de todo o Brasil!