Segundo a pesquisa global da KPMG, “Centro de inovações tecnológicas”, Cingapura será um dos principais centros de inovação tecnológica nos próximos quatro anos. O país asiático oferece uma infraestrutura avançada de tecnologia da informação, além de um forte apoio do governo e leis de proteção. Outros centros como Tel Aviv, em Israel, e Bengaluru, na Índia, têm grandes potenciais para tornassem um hub de sucesso no mesmo período.

O levantamento mostra que Cingapura teve como ponto de partida para a transformação econômica o programa de inteligência intitulado como Nation, patrocinado pelo governo e que vem progredindo na área de inovação desde 2014. Já a cidade de Tel Aviv, segundo o estudo, tem grande potencial para ser um dos grandes hubs de sucesso devido à experiência de tecnologia de inteligência artificial. Ambos os centros se juntarão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.

“Essas cidades têm um ecossistema de inovação forte, entretanto, ainda vemos o Vale do Silício como o principal centro de inovação do mundo. A vantagem dessas cidades, no entanto, é que estão fora da guerra tecnológica entre EUA e China. Quase 40% dos entrevistados acreditam que muito em breve essas cidades passarão o centro de inovação americano. Essa competição é importante, pois, todos os hubs crescerão em conjunto”, afirma o sócio-líder em tecnologia na América Latina da KPMG no Brasil, Luis Motta.

A pesquisa ainda explorou os países que se mostram os mais promissores para o desenvolvimento de tecnologias disruptivas globalmente impactantes. Os Estados Unidos continua sendo o principal centro tecnológico, seguidos pela China que deve começar a desenvolver o ecossistema próprio de inovação.

Líderes tecnológicos associam hub de inovação à infraestrutura moderna

Segundo a pesquisa, 33% dos líderes de empresas na área de tecnologia acreditam que um centro de inovação precisa dispor de uma infraestrutura moderna, incluído internet de alta velocidade. A pesquisa ainda mostra que a localização atrativa para jovens (29%) e, uma universidade focada em pesquisas próxima ao hub (27%), respectivamente também são fatores primordiais.

De acordo com o relatório, questões de infraestrutura precisam ser o primeiro ponto de avaliação quando uma organização cria um centro de inovação, passando por pontos como transporte de massa, banda larga, espaço verde, estradas, para que os funcionários, principalmente a nova geração se sinta atraída para trabalhar nesse ambiente.

“O Brasil tem alguns hubs de inovação seguindo essa orientação de infraestrutura e proximidade com centros universitários focados em pesquisas que auxiliam na inovação. Esse é ponto de partida para termos sucesso como outros centros espalhados pelo mundo”, explica o sócio-diretor de tecnologia da KPMG no Brasil, Felipe Catharino.

Veja aqui a pesquisa completa.