* Por Mônica Hauck

Em um processo de recrutamento e seleção, os gestores e profissionais de RH que focam apenas nas habilidades técnicas, as hard skills, têm grandes chances de aumentarem a taxa de rotatividade. Para reduzir as chances de errar na contratação e colocar a pessoa certa no lugar certo, é necessário também avaliar as soft skills – as competências, personalidade e comportamento de um profissional.

Avaliar uma soft skill envolve levar em consideração as aptidões mentais, emocionais e sociais desse colaborador. É necessário, portanto, ficar de olho nas habilidades particulares, como experiências, cultura, criação e educação de cada pessoa.

Mas, quem imagina que é fácil encontrar profissionais com soft skills que se adequem a uma vaga, está enganado. Segundo a pesquisa global Capgemini Digital Transformations Institute, de 2017, 60% das empresas estão em uma crise de soft skills entre seus funcionários.

Diante desse cenário as atribuições que um colaborador pode oferecer para uma empresa estão sendo cada vez mais exigidas pelas corporações. Afinal de contas, as soft skills são as grandes responsáveis pelo foco, engajamento, motivação e produtividade de uma equipe, e devem ser avaliadas antes mesmo de uma contratação.

Para muitos profissionais de RH que atuam dentro das corporações não é uma tarefa fácil recrutar funcionários com as soft skills exigidas, mas a boa notícia é que o setor conta hoje com a tecnologia de Inteligência Artificial presente em plataformas de retenção de colaboradores e que oferecem soluções que vão muito além da contratação.

Segundo o Sólides Report, estudo realizado por nossa equipe interna de pesquisadores, surgem cada vez mais processos e mecanismos que auxiliam o RH no gerenciamento dos inúmeros desafios que envolvem Gestão de Pessoas. Para se ter uma ideia, dentre as cerca de 1.500 empresas entrevistadas que utilizam a plataforma da Sólides e utilizaram o Profiler, mapeamento comportamental, foi possível diminuir percentual de rotatividade dentro das empresas para 19,2%, contra 41,8%, média nacional encontrada no mercado., segundo o CAGED/Rais.

A conclusão que se pode ter é que empresas que contam com uma equipe comprometida, atrelada a tecnologias que otimizam processos e, por consequência diminuem a margem de erro na contratação, estão mais propensas a crescerem e terem em seu dia a dia empresarial, colaboradores com soft skills muito mais apurados. Pense nessa possibilidade: o mundo corporativo não é mais engessado, é possível acertar na contratação e contar com colaboradores muito mais engajados.


mônica (1)* Mônica Hauck é Fundadora da Solides. Graduada e pós-graduada pela UFMG e FGV, com MBA em Gestão Empresarial e especialista em Inovação e Empreendedorismo pela Universidade de Stanford. A empreendedora desenvolveu a ferramenta Profiler e, como referência em Gestão Comportamental, atualmente ministra palestras e cursos por todo Brasil. Também é vencedora do Prêmio Mulheres Notáveis, na categoria Tecnologia.