Com o objetivo de incentivar a próxima geração de desenvolvedoras de games, o Google lançou durante o Google for Brasil, em junho do ano passado, o Desafio Change the Game. Entre as 3 mil inscrições, 2 jovens foram escolhidas para desenvolverem seus jogos para smartphones e outras 800 receberam bolsas de estudo para cursos online em programação.

Segundo uma pesquisa feita pela Game Brasil, quase 60% dos gamers no Brasil são do gênero feminino. Em contrapartida, o número de mulheres estudantes do curso de engenharia ou ciências da computação é de 18%, aponta um estudo do Inep.

“As mulheres já são maioria dentre os gamers, mas acredito que ainda precisamos ajudar a trazer essa diversidade também para a concepção e criação dos jogos. Segundo um levantamento realizado pela Game Brasil em 2018, nos últimos anos, a participação feminina cresceu 38% entre os profissionais no mercado. Apesar deste número, as empresas que trabalham no segmento de games contam com apenas 20,7% de mulheres contra 79,3% de homens dentre seus desenvolvedores”, conta Maia Mau, head de marketing da Google Play para a América Latina.

Change the Game

Um grupo de 10 mulheres, de dentro e de fora da área de desenvolvimento de games, avaliaram as inscritas no desafio e escolheram duas ideias. As vencedoras, — uma de escola pública e outra de instituição privada — tiveram seus jogos lançados no Google Play em fevereiro. Com isso, elas também passaram uma semana de colaboração na Tapps Games, empresa parceira do Google e uma das maiores desenvolvedoras de games do Brasil.

Uma das vencedoras, Isabela Fernandes tem 17 anos e estuda no Colégio COTEMIG, de Minas Gerais. “Fui crescendo e adquirindo a a paixão por arte e programação, paixões que se encontravam no meu passatempo favorito, os jogos,” conta a vencedora sobre a escolha.

O Save The World Like a Girl, desenvolvido por ela, é um jogo que mistura aventura, luta e História. Além de desafiador, o game conta com importantes mulheres da História da humanidade e da ciência como Cleópatra e Marie Curie.

A outra vencedora, Letícia Araújo, tem 16 anos e estuda no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). A estudante adora gatos e programação, então resolveu juntar tudo no jogo. No Meoweb, desenvolvido por ela, qualquer pessoa pode começar a aprender a linguagem HTML enquanto resolve desafios para salvar gatinhos de apuros. São diversas fases para aprender a linguagem de programação enquanto se diverte.

Maia conta que espera que outras mulheres se inspirem com as histórias das estudantes e que a empresa continuará apoiando e comemorando cada iniciativa à caminho da diversidade. ” A emoção sentida a cada etapa desta jornada – do momento da premiação, à visita e conversas com professores da Poli e a cada encontro com a Tapps no processo de desenvolvimento dos jogos – é indescritível e me enchem de esperança de que esse jogo logo vai mudar”, finaliza ela.