Na véspera do CASE, o STARTUPI, em parceria com a ABstartups, realizou a maior imersão no ecossistema de inovação e tecnologia em São Paulo. Durante três dias, mais de 300 empreendedores de 15 estados do país, visitaram mais de 30 empresas inovadoras: startups, unicórnios e corporações. Divididos em grupos, puderam conhecer os bastidores e conversar de perto com fundadores, sócios, executivos e heads de programas de inovação, permitindo uma experiência incrível e muita troca de conhecimento e networking.

No dia 26, o ponto de encontro dos empreendedores foi no Co.W. Coworking Berrini. Com a missão de oferecer ao ecossistema um ambiente inspirador, criativo e sustentável que possibilita qualquer pessoa e empresa a se desenvolver de forma colaborativa, a marca de coworking possui 7 unidades distribuídas entre São Paulo e Joinville.

Confira aqui alguns dos principais assuntos abordados durante a imersão:

Inteligência Artificial 

Atualmente, através da inteligência artificial é possível automatizar e realizar processos que anteriormente eram feitos apenas por humanos. Presente em diversas situações do dia a dia, o uso dessa inteligência permite desde correções ortográficas em smartphones até a criação de carros autônomos.

A IBM, por exemplo, utilizou inteligência artificial para criar a Phylira, sistema inédito de AI criado pela empresa em parceria com a alemã Symrise, que utilizou milhões de dados referentes a fórmulas, ingredientes, história da perfumaria e taxas de aceitação do consumidor para criar duas fragrâncias para o Grupo O Boticário.

Sem limitação de combinações, como acontece manualmente, é possível usar ingredientes que passariam despercebidos por serem muito incomuns, o que resultou na combinação de tons florais, frutas, especiarias, madeiras e até notas inusitadas, como caramelo e leite condensado.

No vídeo abaixo, Henrique Von, da IBM fala sobre as tendências de 2020 para o mercado de inteligência artificial:

Realidade aumentada

Diversas empresas já apostaram também no uso da realidade aumentada para melhorar a experiência do cliente. De acordo com Fernando Godoy, sócio da Flex Interativa, a união da inteligência artificial e da realidade aumentada garante à empresa uma maior exposição e possibilita uma explicação lúdica sobre um serviço ou produto, agregando assim, valor a marca, e criando um forte poder de comunicação.

Marcelo Rodino, sócio cofundador da Flex Interativa, ressalta também que o diferencial de um produto não deve ser a inteligência artificial. Para um case de sucesso, o conteúdo que a marca tem no portfólio é muito importante. “Se a gente puder dar uma dica, uma receita de sucesso da Flex, é que a gente sempre utiliza as tecnologias, seja a realidade aumentada, virtual ou a mista, como uma forma de comunicação. Então sempre o importante é o conteúdo, a tecnologia tem que entrar como coadjuvante”, afirma ele.

Através da realidade aumentada, já é possível, por exemplo, visualizar a função de um produto através de um holograma, como o projeto da empresa idealizado para a Polishop, ou permitir que crianças interajam com personagens em um jogo virtual.

Serviços Financeiros 

Atualmente, há uma movimentação no mercado financeiro em busca de inovações para o setor. Um exemplo disso, tem sido a aproximação de grandes empresas e startups deste segmento e o surgimento de novas tecnologias para pagamentos.

Entre as inovações do mercado, e uma das tendências apontadas para o ano que vem, está o pagamento por contato que visa melhorar a experiência do cliente nas compras. Segundo Erico Fileno, head de Inovação da Visa, 80% do parque tecnológico das maquininhas já aceita pagamento via contactless.

Através dessa inovação, o consumidor realiza o pagamento aproximando o cartão na maquininha, sem a necessidade de inseri-lo e colocar a senha, trazendo rapidez e praticidade nas transações.

Em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, através de projetos criados junto a Visa, já é possível utilizar transportes públicos com esse tipo de pagamento.

Outra tendência no mercado financeiro é a conta digital. Levando isso em conta, a Stone, um dos unicórnios brasileiros, lançou uma conta digital com foco em pequenos e médios empreendedores que não tem tarifa de manutenção e pode ser aberta gratuitamente.

Ela habilita o pagamento de boletos e tributos, transferências entre Contas Stone, TEDs, recebimento de vendas a partir de maquininhas, o pagamento da folha de funcionários e portabilidade salarial para funcionários.

No vídeo abaixo, João Barcellos, sócio da empresa de pagamentos, fala sobre as empresas tradicionais que estão cada vez mais criando soluções financeiras dentro de casa:

Open banking

Também de olho no futuro do mercado financeiro do Brasil, as statups estão se preparando para o open banking. Como é o caso da Guia Bolso. Katima Minzoni, head de Pessoas da startup, acredita que a tendência será um marco para as fintechs do Brasil, fazendo com que as pessoas tenham cada vez mais controle sobre as próprias finanças.

Para dar um passo neste sentido, o Guia Bolso e o Banco Original lançaram, em agosto deste ano, uma parceria em open banking, permitindo que as contas dos correntistas sejam conectadas à plataforma Guia Bolso. Assim, com autorização prévia, o app sincroniza as movimentações da conta, cartões de crédito e de débito e investimentos, e mostra o histórico de renda e gastos. “Nossa missão é ajudar os milhões de brasileiros que estão endividados, e contamos com as soluções tecnológicas para isso”, diz Katima.

Saúde

Outro setor que tem sido transformado pela tecnologia é a saúde, impulsionado por machine learning e inteligência artificial, a área aumenta a precisão no diagnóstico de doenças, pesquisas e controle de doenças.

Entre as inovações saúde, estão desde aplicativos que conectam o indivíduo a um médico e todo seu histórico de saúde na palma da mão, ao teleatendimento, que leva acesso de saúde a lugares remotos, como é o caso da Vittude.

Segundo Tatiana Pimenta, CEO da healthtech, 50% dos municípios brasileiros não possuem psicólogos, por isso, a importância de conectar psicólogos experientes através de uma terapia online. Além disso, em grandes cidades, esse formato de terapia é um facilitador, já que muitas pessoas levam um longo período de tempo para se deslocar entre um ponto e outro.

Pensando em conexão e o que se pode fazer para ampliar essa conectividade, o Grupo Fleury percebeu que o setor da saúde necessita de mudanças. Em destaque, o grupo pensa na segmentação da área da saúde e seu alto custo. O setor possui um mapa de tendências “aqui a gente para pra olhar o que está acontecendo aí fora e o que a gente pode agregar”, completou a coordenadora.

Amanda destaca que atualmente os pacientes estão tão antenados e conectados que antes mesmo de ir ao médico já pesquisam os sintomas e já chegam empoderados dando seu próprio diagnóstico, já sabendo os tipos de exames que precisam ser feitos. Por saber que já existem algumas soluções neste sentido, aplicativos que aferem a pressão sanguínea, que medem os batimentos cardíacos, é que área da saúde, em termos de inovação e desenvolvimento tecnológico, vem se destacando cada vez mais pela velocidade com que isso acontece: “Há uns quatro ou cinco anos atrás era uma velocidade muito menor, hoje você já acorda e tem uma coisa ali, outra lá, está tudo muito mais  conectado e muita solução surgindo”, conclui Amanda.

Diante disso, o relacionamento entre grandes empresas e startups passa a ser de extrema importância para o surgimento de mais inovações na área. Por isso, a Sulamérica também busca parcerias com startups para buscar novas parcerias, tanto em inovações, quanto em varejo.

Fernando Sales, consultor de inovações da Sulamérica, destaca que é muito importante essa relação para a troca de inspirações:

Varejo

Assim como em outros setores, o varejo também busca se tornar digital. Porém, antes dessa transformação, é preciso pensar em outras mudanças. É o que afirma Richard Stad, CEO da Aramis, empresa que atua na área há 24 anos.

Para o empresário é preciso enfrentar uma mudança cultural antes da cultura digital. Na empresa, o processo de inovação passou por mudanças na operação e criação de squads, para assim, partir para a implementação de novos sistemas nas lojas e implementação omnichanel, que hoje é o foco da Aramis.

Outra visão que Richard destaca é a de que as lojas físicas sempre existirão. Segundo ele, o que mudará é a jornada do cliente que pode começar no online e migrar para o físico, ou vice-e-versa. O empresário diz que encara cada vez mais lojas como centros de experiência e conexão humana e mini centros de distribuição.

Alessandro Gil, head de omnicommerce da Linx, ressalta que o varejo ainda enfrenta desafios nessa transição digital. Entre eles, a urgência cada vez maior do consumidor, a busca por fluidez nas compras e a disponibilidade de comprar em diversos canais.

Para ajudar os varejistas nesta transação e trazer ainda mais tecnologia e inovação para dentro de casa, a Linx está apostando em aquisições de startups do setor. A mais recente foi a SetaDigital Sistemas Gerenciais, para reforçar a estratégia de crosselling da companhia. Ainda este ano, adquiriu também a Millennium, um ERP para e-commerce e a Hiper, que tem soluções SaaS. Para Alessandro Gil, o objetivo com as aquisições é ajudar os varejistas, de todos os tamanhos, a driblarem os desafios que o novo perfil de consumidor traz.

No vídeo abaixo, Alessandro Gil destaca pontos importantes para a transformação digital no varejo. Assista:

Parcerias

As empresas Famix – Bolo de Copinho – com bolos em copinhos que ficam prontos em menos de 2 minutos, Snackout – com doces em potinhos, sem adição de açúcar e glúten, Mais Pura – com pipocas gourmet, Frispy – com snacks saudáveis e Pinatti – com barrinhas de cereais, apoiaram os 3 dias de Plus Day | Innovation Tour levando aos participantes seus snacks, e contribuindo para que os empreendedores aguentassem os dias intensos de imersão.

 

 

 

E para finalizar o dia e repor a energia dos participantes, o Subway disponibilizou seus lanches e cookies no Happy Hour.


Além do Plus Day, na véspera do CASE, imersões como essas são realizadas durante o ano todo pelo STARTUPI, tanto em São Paulo, quanto nos principais Polos de Inovação por todo Brasil, América Latina e outros Países. Quer levar grupos de sua cidade ou empresa para viver essa experiência? Fale conosco pelo education@startupi.com.br.