O fundo Kaszek Ventures, um dos maiores da América Latina, anunciou o aporte de R$7 milhões na healthtech Theia, cujo objetivo é se tornar a primeira plataforma digital do Brasil a trazer uma rede de profissionais dedicada às necessidades de pais e mães que trabalham.

A rodada também contou com a participação da Maya Capital, fundo de venture capital latino-americano liderado por mulheres, e de investidores-anjos.A plataforma da healthtech já está em testes beta, com lançamento previsto para 2020, e contará com serviços de diversos profissionais de saúde e educação.

“A princípio serão pediatras, nutricionistas, obstetras, psicólogos, coaches de carreira, de amamentação e de sono e educadores parentais. Eles atenderão via vídeo pela plataforma, além disso teremos um time interno 24×7 de enfermeiras respondendo principais questões via chat e conteúdos direcionados”, explica Paula Crespi, COO cofundadora da startup.

No primeiro momento, o objetivo das fundadoras é que a plataforma funcione no modelo B2B, oferecendo os serviços da Theia para que empresas os disponibilizem para os funcionários e funcionárias, como benefício corporativo.

Healthtech

A empresa foi fundada por Flavia Deutsch e Paula, que se conheceram durante seus MBAs em Stanford e tiveram anos de experiência em posições de liderança nas fintechs Acesso e Guiabolso. A ideia que deu origem à plataforma, entretanto, surgiu este ano.

Elas explicam que a ideia nasceu pela vivência de ambas e validada em conversas com a maioria de seus amigos. “Não é tarefa fácil conciliar parentalidade com trabalho, em especial para as mulheres, que tendem a ficar sobrecarregadas em casa e a serem prejudicadas em suas carreiras por isso. Nossa visão é, por meio de tecnologia, tirar a fricção da vida dessas mães e pais que trabalham através de uma rede de profissionais que os orienta e traz soluções para uma série de dilemas enfrentados por este público, desde fertilidade à saúde física e mental.” conta Flavia, CEO da empresa.

“Vamos alavancar dados para mudar significativamente a experiência em torno da parentalidade e do trabalho. Ninguém deveria se sentir sozinho na criação dos filhos, e nós seremos a rede de suporte que essas famílias precisam, antecipando necessidades e trazendo praticidade, apoio e solução para questões que enfrentam. Acreditamos que esse suporte resultará em mais equilíbrio e assim maior retenção e ascensão das mulheres no mercado de trabalho”, finaliza Paula.