* Por Ana Flávia Carrilo

O primeiro passo para chamar atenção de um investidor nada tem a ver com quem faz investimento em startups. Tem a ver com você.  De nada adianta querer dinheiro e não saber de onde ele vem. Isso é até perigoso, por sinal. Por isso, você tem que mentalizar qual perfil de investidor você quer ter.

Por isso, é importante conhecê-lo, conversar e interagir com ele. Cada informação vale. Ele já investiu em startups? Em quais? Ele tem investimento em outras áreas? (Quando falamos em “ele”, entenda que pode ser uma pessoa física ou jurídica)

Esse primeiro contato, embora fundamental, é apenas um passo. A situação fica mais afunilada quando o perfil profissional dele é exposto. Deixe claro o que espera do investidor. Se ele é conservador, liberal, se gosta de intervir na startup, se deixa os gestores livres. Mais do que o momento certo para procurar um investidor, o importante é conhecer quem está disposto a investir na sua startup. Uma vez que tudo esteja alinhado, nos mínimos detalhes, é a hora de avançar.

Depois de conhecer o investidor, é hora de utilizar outro verbo que envolve interações: negociar. E esse é um ponto crítico. É nessa hora que você irá apresentar seu modelo de negócios, contar sua visão de futuro, missão, visão e valores. Também é a hora que você fala qual valor espera receber. Não se esqueça, também, de uma virtude importante não só na área de negociar. Falamos da paciência.

Uma negociação sempre envolve muitos pontos. Uma negociação tão importante quanto a que fala de investimento em startups, então, pode demorar bastante tempo. Sabemos que receber um investimento é sempre bom. Mas… sabe aquele clichê de que “as melhores maçãs estão no topo da árvore e demoram a cair”? Ele é real.

Não importa o quanto um contrato esteja perto de ser assinado. Ele só é válido quando a tinta da caneta estiver registrada no papel.  E, antes disso acontecer, é necessário conversar, reconversar, ler e reler cada palavra do documento.

Outro fator importante: negociações e contratos envolvem cláusulas. Não pense que o valor base é o único número a ser observado. Absolutamente tudo é importante. Acredite: de nada adianta conseguir um valor considerável se as cláusulas limitarem a operação da empresa ou diminua, de alguma forma, o montante. Leu? Releu? Conversou? Conversou de novo? Não restou dúvida alguma? Mas nem uma sequer mesmo? Agora sim, chegou o dia de glória. Assine o contrato.

É natural que um empreendedor de primeira viagem não saiba como identificar tais situações. Mas ele (ou você, enfim) não estará e nem está sozinho. A Abstartups está aqui para ajudá-lo no que for necessário!


Ana Flávia Carrilo é comunicadora por essência, formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando no desenvolvimento do ecossistema empreendedor brasileiro.