* Por Sérgio Roque

A Universidade de Medicina de Boston publicou um estudo feito com 70 mil indivíduos, que começou em 1986, e concluiu que os otimistas vivem na média de 11 a 15 % mais que os pessimistas. Comprovaram uma relação estreita entre otimismo e longevidade acima de 85 anos.

Nos dias de hoje, em que todos a nossa volta parecem ser felizes, na verdade, nunca houve tanta depressão e ansiedade. Nunca houve tanta incerteza e falta de propósito. Nunca houve tanto pessimismo.

O mundo corporativo, cheio de executivos, de todas as idades, realidades e vontades, mais se parece como uma piscina de bolinhas em festa de criança: cheia de crianças brincando com fila de espera.

Quem tem ou teve filhos pequenos sabe do que estou falando. Os pediatras costumam chamá-las de piscina de bactérias e vírus, então a chance de uma criança entrar e ficar doente depois é enorme.

Otimismo hoje em dia não é uma qualidade, é uma necessidade. Para quem está começando um negócio ou uma carreira então, pode ser essencial. Contudo, talvez tenhamos que pensar mais sobre o que é ser otimista.

Otimismo é pensar sempre positivo mesmo quando o mundo está caindo em nossas cabeças e tudo em nossa volta é negativo? É achar que tudo vai dar certo quando tudo está dando errado e não estamos fazendo nada de diferente para mudar? Otimismo é acreditar que as pessoas são boas mesmo quando nos dão provas e mais provas de que na realidade são pessoas egoístas ou arrogantes, ou estúpidas ou tudo isso junto?

Não deve ser. Não pode ser. Então não é.

Aqueles que têm uma visão otimista verdadeira quando seu mundo está desabando, estão olhando o evento de cima e conseguem perceber todas as saídas e benefícios, todos os possíveis futuros. E quando não veem saída imediata, não se desesperam e esperam um tempo para tomar decisões mais acertadas.

Eles estão sempre pensando positivo sobre os resultados do que estão fazendo de diferente e não do que já fizeram. E seus relacionamentos não podem nunca ferir seus valores, que no fundo são a base do seu otimismo. Quando acontece são claros e objetivos com as pessoas no porquê do fim deles.

Assim, desta forma, ser otimista pode ser uma vacina para que você entre na piscina de bolinhas sem chances de ficar doente. Ou até mesmo resolva se divertir em outro brinquedo.


Sergio Eduardo Roque é coach executivo e de vida com foco em processos de autoconhecimento na SerOQue Desenvolvendo Pessoas. Com formação em engenharia (FAAP) e marketing (ESPM) atua há mais de 25 anos no mercado como executivo e empreendedor.