* Por Ana Flávia M. Carrilo

Se você passou pelo desafio de encontrar um imóvel para alugar no últimos anos, com certeza já usou ou pelo menos ouviu falar do QuintoAndar. A startup, focada no aluguel de imóveis, vem atraindo atenção de usuários e empresas pelas facilidades do seu modelo de negócio e acaba de se tornar o mais novo unicórnio brasileiro. Mas você se engana se acha que ela é a única startup nesse segmento fazendo sucesso.

Somente no ano passado, quase 650 construtoras e incorporadoras entraram em recuperação judicial. O crédito secou, e as linhas disponíveis custam caro. Mas, apesar disso, o setor imobiliário vem cada vez mais atraindo o mercado de inovação, justamente porque startups conseguem oferecer soluções inovadoras para as chatas burocracias de locação e venda de imóveis.

Já mapeadas pelo Startupbase, temos hoje 105 startups voltadas para esse segmento. Concentradas majoritariamente no estado de São Paulo (36,5%), as startups do segmento atendem principalmente ao público-alvo B2B2C (47,1%). Seguindo a tendência do modelo de receita comum para startups, adotam o SaaS  e marketplace e a maioria das startups imobiliárias, já estão operando em fase de tração (36%).

O novo Unicórnio

Fundada em 2013 por Gabriel Braga e André Pena, o QuintoAndar intermedia a relação entre proprietários e inquilinos, dispensando a necessidade de seguro fiança, fiador ou caução. Hoje, está presente em mais de 25 cidades brasileiras e fecha 4,5 mil contratos por mês. E agora, acaba de ser tornar unicórnio ao receber US$250 milhões em uma rodada liderada pelo SoftBank e pelo fundo americano Dragoneer.

Unicórnio é o nome dado para as startups que conseguem alcançar a incrível marca de US$1 bilhão de dólares na avaliação do mercado. No Brasil, temos atualmente oito startups unicórnios: 99, PagSeguro, Nubank (que já virou até decacórnio, avaliada em US$10 bilhões), Stone, Ifood/Movile, Loggi, Gympass e QuintoAndar.


Ana Flávia M. Carrilo é comunicadora por essência, formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando no desenvolvimento do ecossistema empreendedor brasileiro.