O valuation da SenseTime ultrapassou US$ 7,5 bilhões este ano depois de atrair investimentos de empresas como o SoftBank, mas a maior startup de inteligência artificial do mundo disse que não tem pressa em abrir o capital.

A startup chinesa tem realizado roadshows regularmente em todo o mundo para educar investidores sobre um negócio que agora abrange desde o reconhecimento facial até a entrega de robôs, disse o CEO Xu Li durante a conferência Sooner Than You Think, realizada pela Bloomberg em Cingapura.

A empresa está usando os recursos captados para explorar áreas como semicondutores, tendo passado os últimos dois anos desenvolvendo um chip de treinamento de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) que, segundo Xu, pode complementar os produtos da Nvidia, líder do setor.

Financiada pela gigante do comércio eletrônico Alibaba, a SenseTime é a maior de um conjunto de gigantes de inteligência artificial chinesas que podem estar na mira de Washington.

Os EUA temem a estreita relação dessas empresas com Pequim, mas Xu afirmou que a SenseTime não faz negócios diretamente com o governo, não possui nem acessa dados dos clientes, e que a colaboração com o setor público se concentra principalmente no desenvolvimento de um código de ética em inteligência artificial.

“Sendo uma empresa líder, devemos ter a responsabilidade de colaborar com o governo e com o órgão regulador para elaborar regulamentos”, disse Xu na conferência.

A gigante da inteligência artificial está reforçando sua presença no Sudeste Asiático via Cingapura, Xu disse à Bloomberg News. A empresa planeja triplicar sua equipe em Cingapura em três anos, para cerca de 300 pessoas, disse Xu. É um impulso para o país insular, que se posiciona como um polo de pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial, enquanto EUA e China travam uma guerra comercial. Além disso, a SenseTime, também financiada pela empresa de investimento estatal Temasek Holdings, está colaborando com uma universidade local e com o Ministério da Educação.

Fonte: Bloomberg