* Por Ricardo Voltan

A inovação deixa de ser inovação quando é lançada no mercado. A partir deste momento, a ideia pode ser adaptada por outros empreendedores e empresários e já começa a ter seu “prazo de validade” ameaçado.

Mesmo assim, existem aqueles que são os desbravadores de mercado. Sua principal causa é trabalhar duro para gerar uma nova necessidade, criando um novo hábito na sociedade e tornando-se uma tendência para que a sua proposta emplaque.

Por um lado, pode funcionar durante algum tempo – em que é novidade e todos querem conferir. Lembram-se das paletas mexicanas no Brasil? Pois bem, foi algo sazonal e que deixou muitos empreendedores frustrados com a queda repentina do movimento e receita.

É por este motivo que aconselho quem está começando ou pensa em investir em algo que parece inimaginável a estudar e esgotar todas as possibilidades de uso. E o mais importante: responder se pessoas estão preparadas para tamanha mudança disruptiva em suas vidas.

Se a ideia for validada, começa-se a próxima etapa: estratégia de crescimento de negócios inovadores pautada em todos os cenários, de forma que não morram, como as paletas mexicanas.

A quebra de negócios e a efemeridade da inovação estão interligadas. Isto porque os empreendedores buscam a guinada a todo custo – e não funciona desta maneira. Assim como há inovação, os empreendedores já estão entendendo que não precisam acelerar para crescer e nem serem os primeiros para criar as disrupturas socioeconômicas.

Este movimento evidencia o novo modus operandi de trabalho, enxergando as oportunidades da economia aberta. Sejam bem-vindos ao conteúdo vertical, orientado e estruturado entre mentoria e incubação, unindo bons negócios e bons empreendedores.

* Ricardo Voltan é profissional de negócios e, desde 2011, empreendedor  apaixonado e reconhecido no circuito de inovação do OpenInnovationBR por sua movimentação e articulação junto ao ecossistema sintonizado em inovação e empreendedorismo no Brasil.