Todos os dias, inúmeros likes nos perfis do Instagram comprovam que a rede social é uma das mais acessadas pelos brasileiros e também no mundo. Seja para elevar a autoestima ou para mostrar o quanto uma pessoa é “popular”, a verdade é que a rede trouxe muita vaidade para o universo dos influenciadores.

Desde quando foi anunciada, a medida que “retira” os likes do Instagram gerou uma grande discussão entre empresas e influenciadores que utilizam o espaço para ações de divulgações. Uma das questões levantadas é de como as empresas saberão que um influenciador é ou não relevante para sua marca e como passar a interpretar outros indicativos de engajamento.

Segundo Isabela Ventura, CEO da Squid, empresa especializada em marketing de influência, os likes são métricas de vaidade que não são capazes de garantir que uma campanha terá ou não sucesso. “Quando falamos de engajamento, não consideramos apenas os likes. Acreditamos mais na qualidade das conversas geradas, do que apenas os número de curtidas separadamente. É importante reforçar também na importância da criatividade do influenciador, do conteúdo que ele produz e a sua comunidade.”

Para o mercado, será uma oportunidade de olhar para as tecnologia como aliada no planejamento estratégico de campanhas na rede social. Seja na identificação de influenciadores ou no monitoramento dos dados de uma ação, empresas especialistas do segmento ganharão mais relevância, já que será cada vez mais difícil identificar com precisão influenciadores autênticos e que trazem resultados reais para as campanhas.

Já para os influenciadores, a mudança surge como uma oportunidade de apresentar um trabalho mais focado na qualidade do conteúdo. “O que muda para eles é que não terão mais uma base comparativa em relação a outros influenciadores. Com isso, esperamos que entendam que o número de likes diz pouco sobre um perfil e que passem a investir cada vez mais no conteúdo autêntico que engaje de verdade sua comunidade. Além disso, a positividade das conversas geradas será cada vez mais relevante na escolha de um perfil”, reforça Isabela.

Ainda é cedo para dizer, mas com certeza os likes não acabarão com o engajamento. O número foi apenas omitido da visualização dos seguidores de um perfil. Mesmo que essa mudança desestimule essa ação dentro da rede social, o mais importante é lembrar que na relação entre marcas e criadores o que vai prevalecer é a conexão que geram entre a mensagem da empresa e a comunidade de seguidores. A curtida é apenas uma das diversas formas de se engajar com o conteúdo.

Segundo Isabela, a novidade tende a ser positiva e trazer amadurecimento ao mercado. “O marketing de influência é menos sobre escala e mais sobre conexão. É menos sobre tecnologia e mais sobre pessoas. Precisamos entender de uma vez por todas que o entregável de uma campanha com influenciadores vai muito além de um post no feed do instagram e seus likes. Acreditamos que com esse movimento as marcas avaliarão cada vez menos os influenciadores não só pelo olhar dos números, como também pela criatividade do conteúdo e pela qualidade das conversas geradas”, finaliza Ventura.