Ensinar às crianças de forma lúdica sobre lógica, programação, tecnologia e empreendedorismo é possível. Durante as férias, diversos cursos acontecem com o objetivo de ensinar as crianças durante as brincadeiras. É o caso do Mundo Maker.

A empresa, que existe há cerca de três anos, durante as férias do meio do ano realiza cursos para que os pequenos aprendam com “a mão na massa”. Nayara Cristina, do MundoMaker Berrini, explicou sobre os cursos ao STARTUPI. Além da unidade dentro do Co.W. Coworking Berrini, há mais duas unidades em São Paulo: uma na Vila Madalena e outra na Vila Leopoldina.

“Atendemos crianças a partir de 5 anos, adultos e empresas. Para os menores, existe a opção de férias, cujos cursos acontecem em junho, julho, dezembro e janeiro”, diz. As crianças passam uma semana inteira no espaço Maker, de segunda a sexta, três horas por dia, de manhã ou à tarde. Nestas aulas, os monitores separam os participantes por faixa etária, em grupos de no máximo cinco crianças.

Nayara diz que no primeiro dia as crianças são apresentadas aos projetos adequados às faixas etárias, mas que elas mesmas que decidem quais projetos realizarão durante a semana, e nestes dias o projeto é desenvolvido desde o papel até o produto final. ” Elas também escolhem a identidade visual que o produto terá. Na sexta-feira os pais vêm ao curso para verem a apresentação do projeto. Os monitores presentam as metodologias utilizadas para a produção do projeto e como ficou o resultado”, diz.

Há também a opção de oficina pontual, em que as crianças passam três horas de um dia realizando um projeto. Por ser um período menor de tempo, os projetos são mais curtos e simples. As oficinas pontuais, entretanto, acontecem durante o ano inteiro.

Nas oficinas regulares, as crianças participam, uma vez por semana, durante um ou dois semestres, de aulas no MundoMaker. Assim, os projetos desenvolvidos durante o período são mais complexos e em maior quantidade.

“Os projetos sempre incluem algo de programação, robótica, marcenaria e elétrica. O objetivo é que as crianças aprendam a utilizar as máquinas de corte a laser, impressoras 3D e entendam o conceito por trás de como funciona cada ferramenta. Queremos que eles aprendam fazendo. A gente não dá as respostas, a gente vai testando junto com eles para que eles entendam como e por quê cada coisa funciona”, diz Nayara.

“Quando as crianças começam a frequentar o espaço há algum tempo, elas mesmas já chegam com algumas ideias de projetos que querem desenvolver aqui dentro. A gente estimula que elas tenham as próprias ideias e criem as próprias coisas, seja uma máquina de suco, um cofre, um robõ ou um jogo. Queremos estimular este lado empreendedor das crianças, para que elas aprendam a pensar de forma lógica mas ao mesmo tempo criativa, para que elas utilizem essas capacidades no futuro”, completa.