* Por Dennis Nakamura

Nos últimos anos temos visto nossas cidades sendo inundadas por mochilas do iFood, Rappi, UberEats, e outros, correndo de um lado para o outro das cidades para entregar nosso almoço, novo par de tênis ou nossas cápsulas de café.

Recentemente uma das nossas empresas fechou parceria com um aplicativo de “Delivery de Tudo”, então comecei a avaliar o que tem mudado no mercado ultimamente.

Delivery de Tudo

Já pensou (experimentou) receber de tudo onde você estiver? De comida a dinheiro sacado no caixa eletrônico? Nesses novos apps como a Rappi e a falecida Glovo (no Brasil) é possível.

Certo dia um dos diretores da Rappi me contou uma história inusitada e que ilustra bem essa nova onda. “Semana passada a cliente estava numa festa de casamento ou formatura e sua meia calça rasgou. Ela pediu o mesmo modelo, cor e tamanho no nosso aplicativo, recebeu em 25 minutos, foi no banheiro da festa e se trocou”, me disse.

Claro que ela poderia ter pedido num e-commerce, mas receberia apenas daqui dois dias no melhor dos casos.

E-commerce

Agora imaginem que vocês precisam comprar uma TV nova para sua casa ou escritório, não cabe na “bag” do motofretista. Ou então um celular novo. Você pesquisa nos sites, compara preços, especificações e pede não se importando tanto se ele chegará daqui 2 ou 5 dias.

Com isso o e-commerce cresce a todo vapor com essa facilidade que gera para o consumidor. A Nielsen havia projetado um crescimento de 15% a 16% para o 1° trimestre no mercado brasileiro de lojas virtuais, mas ele cresceu 23%, segundo dados do Compre&Confie.

A mobilidade também tem contribuído cada vez mais para esse tipo de comércio. As categorias de produtos com tíquete médio maior costumam vir de quem acessa as lojas virtuais pelo computador, porém a frequência de compra no celular está cada vez maior.

Delivery de Tudo versus e-commerce

Ilustrei alguns casos interessantes, nos quais uma das soluções funciona e a outra nem tanto. Temos visto o serviço “Delivery de Tudo” abocanhando uma fatia cada vez maior tanto do e-commerce quanto do varejo tradicional, pois facilita a vida e trabalha a favor da preguiça do consumidor.

O que tenho verificado cada vez mais é que para compras planejadas, devemos utilizar cada vez mais o e-commerce, e para o dia a dia, o delivery de tudo, desde que caiba na mochila do entregador.

Sujou sua camisa e você tem numa reunião importante em seguida? Delivery de tudo.

Quer comprar um presente de dia dos pais? e-commerce.

E assim a vida segue.

O que recomendo é que, se você tem um negócio que pode utilizar qualquer uma das duas soluções, ou até ambas, pesquise e teste, como consumidor mesmo.

Essa sua experiência pode ajudar o seu negócio a dar o próximo passo.

* Dennis Nakamura é um dos sócios fundadores da Relp!, formado em engenharia financeira e mentor de Negócios na Oracle e na Bluefields.