* Por Vinicius Aguiari

A sua insônia está matando a sua produtividade. E o seu desejo de ser mais produtivo está alimentando a sua insônia. Este é o paradoxo da vida contemporânea.

Ser extra-produtivo desregula o seu sono. Dormindo mal, você produz menos, o que acaba sendo contraproducente. Ser produtivo se tornou o Santo Graal do mundo conectado, por isso temos ficado ativos até os últimos minutos de nossos dias cada vez mais.

Recentemente, Elon Musk confessou ao The New York Times que sofre para dormir bem. Mesmo assim, a performance de Musk à frente da Tesla e da Space-X extrapola a de qualquer ser-humano normal. O que nem todos saibam é que talvez Musk seja um membro da “sleepless elite“, parcela da população que consegue revigorar o cérebro e o corpo físico apenas com algumas horas de sono.

Mais do que isso, Musk pode ser um mutante. É o que diz a PhD Ying Hui Fu, da University of California San Francisco, que isolou os genes responsáveis por essa alteração nos padrões do sono em ratos.

Se você ainda não se tornou um Wolverine do sono assim como Musk, o melhor é jogar no time de Arianna Huffington. Workaholic alucinada, a fundadora do Huffington Post criou a Turnê do Sono, que percorre universidades americanas ensinando os riscos da insônia.

Segundo Arianna, a privação do sono faz tão mal para o cérebro quanto fumar para os pulmões. E ela está com a razão. As pesquisas indicam que pessoas com insônia têm maiores chances de desenvolver depressão e Alzheimer, além de viverem com a imunidade baixa, indispostas e mau-humoradas – todos fatores que prejudicam a performance.

Portanto, se você está a fim de atingir o seu pico de produtividade, esqueça Elon Musk e vá para a cama mais cedo. No futuro, os dorminhocos serão os primeiros.


Vinicius Aguiari é profissional de marketing com foco em tecnologia e inovação e praticamente de mindfulness nas horas ocupadas.