* Por Exame.com

O estudante californiano Bryan Chiang desenvolveu uma tarefa, que, até então, era considerada impossível pelas grandes farmácias e empresas médicas: ele descobriu como checar a glicose de uma pessoa sem que seja necessário colocar sangue em um sensor.As atuais soluções menos invasivas para realizar exames de glicose são os monitores contínuos, CGMs. Porém, os custos para esse tipo de aparelho são altos e exigem uma conexão com o corpo 24 horas por dia. O projeto desenvolvido por Chiang, consiste em uma lente capaz de realizar leituras dos níveis de glicose em tempo real.

Conectada a um smartphone, a lente gera uma imagem de alta resolução do olho humano para ser analisada. Depois disso, por meio de técnicas de deep learning – tecnologia aprendizagem de máquina – e até de um algoritmo próprio desenvolvido pelo estudante, as pequenas alterações nos sulcos e íris do olho são associadas com os níveis de glicose da corrente sanguínea. Após essa análise, todo o diagnóstico é apresentado em um aplicativo para celular.

A importância do monitoramento constante da glicose sanguínea é especialmente importante para os pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1. O baixo nível da glicose no organismo pode causar desmaios e falta de consciência, enquanto um nível alto pode gerar complicações por toda a vida. Por ser necessário que o paciente cheque sempre que seu nível está entre os dois extremos, técnicas não-invasivas são muito requisitadas para evitar constantes mini-injeções – já que a glicose é aplicada por meio de picadas na pele.

Chiang, que apresentou o projeto sozinho, pretende comercializar as lentes por 10 dólares e a assinatura mensal do aplicativo por 20 dólares. A startup responsável pelo aparelho,vencedora da competição Imagine Cup 2019 da Microsoft. Por isso, Chiang recebeu 100 mil dólares e uma mentoria da CEO da empresa, Satya Nadella.

* Por Maria Eduarda Cury, para Canal Exame.com