A Grow, holding que detém as marcas de patinetes, bicicletas e bicicletas elétricas Grin e Yellow, participará hoje da audiência pública organizada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo para debater o Projeto de Lei 1/2019, sobre a mobilidade e a inserção de novos modais na cidade de São Paulo.

Um dos principais pontos a serem debatidos na audiência será o Decreto Municipal 58.750 e as multas que o município aplicará a quem infringir as regras estabelecidas para o uso de patinetes. A audiência, que deve ser presidida pelo vereador José Police Neto, acontece hoje no Auditório do SEESP entre às 19h e 22h.

A audiência reunirá especialistas em mobilidade, representantes do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada. Representando a Grow, estarão presentes Ariel Lambrecht, fundador da empresa, Marcelo Loureiro, diretor-geral no Brasil, Ricardo Kauffman, diretor de comunicação, e João Sabino, diretor de relações governamentais.

“O nosso objetivo com a micromobilidade é melhorar a vida dos cidadãos em metrópoles, por isso estamos em constante contato com as autoridades para colaborar no que for possível para a construção de uma regulamentação inteligente, que aumente a oferta de mobilidade segura e benéfica na cidade”, afirma Marcelo Loureiro, diretor-geral da Grow no Brasil.

Sobre o Decreto 58.750

O decreto foi publicado pelo Prefeito Bruno Covas na última terça-feira (14), e entre as medidas estão: proibição da circulação de patinetes em calçadas. Os equipamentos poderão ser utilizados em ciclovias, ciclofaixas e, para garantir a segurança dos usuários, serão proibidos em vias onde os limites de velocidade sejam superiores a 40 km/h. As empresas de compartilhamento deverão fornecer capacetes para os usuários, possuir seguro que cubra danos e acidentes pessoais, e as patinetes não poderão ser usadas por mais de uma pessoa por vez.

Confira abaixo o posicionamento da Grow, detentora das marcas Grin e Yellow sobre as novas regras.

“A regulamentação traz pontos importantes para a segurança e convivência dos usuários e não usuários de micromobilidade em São Paulo. Vemos que a proibição da circulação de patinetes nas calçadas e a liberação do uso dos equipamentos em vias com velocidade máxima de até 40 km/h como medidas importantes. No entanto, acreditamos que existem soluções melhores do que a obrigatoriedade do uso do capacete e a aplicação de multas a empresas operadoras e usuários. Mais eficiente do que obrigar o capacete é reduzir o limite de velocidade das vias de todos os modais, melhorar a infraestrutura cicloviária e educar o usuário.

Estamos nos mobilizando com ações de educação de usuários nas ruas das cidades e também por meio dos nossos aplicativos. Entendemos que multa não é o melhor caminho para educar o usuário. E não se muda uma cultura em 15 dias. Nossa sugestão para que as novas regras sejam cumpridas é bloquear usuários reincidentes no descumprimento das regras até que passem por um treinamento de pilotagem segura. A Grow está disposta a colaborar neste sentido.

Desta forma ampliamos a educação do usuário e evitamos uma nova indústria da multa. A terceirização da multa para as empresas de aplicativo é ineficaz e coloca em risco a oferta de micromobilidade não só de patinetes como de outros modais na cidade. São Paulo é a maior e mais influente cidade do Brasil e tem a oportunidade de liderar o avanço da micromobilidade em todo o Brasil”.