*Por João Kepler

Ao longo das últimas semanas tenho conversado com diversos atores do ecossistema de startups no Brasil procurando entender o que eles pensam sobre quando uma startup deixa de ser uma startup.

Por incrível que pareça não existe um entendimento único, não existe um consenso, nem mesmo do conceito do que é uma Startup.

Por isso, resolvi compilar os melhores entendimentos e colocar aqui o que EU acredito e pratico.

O que é uma Startup?

É uma organização temporária, cujo objeto é o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores de base tecnológica com potencial de rápido crescimento de forma repetível e escalável. Inclui o aperfeiçoamento de sistemas, métodos, modelos de negócio, de produção, de serviços ou de produtos, os quais, quando já existentes, configuram startups de natureza incremental, ou, quando relacionados à criação de algo totalmente novo, configuram startups de natureza disruptiva.

Quando uma Startup deixa de ser uma Startup?

A questão de ser temporária é porque ser uma startup é uma fase de extrema incerteza, que dura enquanto o negócio ainda não está com seu modelo estável, ou seja, ela deixa de ser uma startup quando encontra o Product Market Fit, o Channel Product Fit e o Total Addressable Market. Além disso, quando ela começa a distribuir dividendos aos acionistas e deixa de investir no seu crescimento e fazer novas rodadas, ela também deixa de ser uma startup.


joãoJoão Kepler é reconhecido como um dos conferencistas mais sintonizados com Inovação e Convergência Digital do Brasil; Especialista em e-commerce, marketing, empreendedorismo e vendas; Investidor Anjo, líder do núcleo Nordeste da Anjos Do Brasil; Lead Partner da Plataforma DealMatch; Cotista e Mentor nas Aceleradoras 85Labs e StartYouUp; Vencedor do prêmio Spark Awards da Microsoft como Investidor Anjo do Ano 2015; Speaker internacional; Premiado por anos consecutivos como um dos maiores Incentivadores do Ecossistema Empreendedor Brasileiro.