*Por Leo Monte

Você sabe que as novas tecnologias vêm impactando profundamente o comportamento dos consumidores, não é mesmo? Entre as formas tradicionais de pagamentos ainda temos dinheiro, cartão de crédito e de débito, cheque e boleto bancário. Em 2017, por exemplo, foi a primeira vez que o volume de transações por cartão (crédito, débito ou pré-pago) superou o de dinheiro físico. Os cartões movimentaram R$ 1,36 trilhão, contra R$ 1,31 trilhão em saques, de acordo com levantamento da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito).

No entanto, esse cenário está mudando. Assim, cada vez mais os consumidores esperam poder utilizar meios de pagamento digitais em suas compras, incluindo criptomoedas. Não é por menos que até 2030, os pagamentos feitos via celular substituirão completamente as cédulas e moedas, segundo o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).

Os consumidores gostam da flexibilidade e facilidade dos pagamentos mobile, bem como das diferentes opções de pagamento aceitas pelos fornecedores digitais. Uma das tecnologias que torna isso possível é a NFC (Near Field Communication).

Uma outra tendência -na China já é realidade, inclusive para dar e receber esmolas- é o QR Code, que é um código bidimensional, que, ao ser escaneado, realiza uma ação. Os códigos QR vêm ganhando cada vez mais espaço entre os meios de pagamento, principalmente em aplicativos, que permitem ainda transferências, tornando-as tarefas mais práticas (confira aqui um vídeo que mostra essa realidade na China)

Uma outra aposta está no o uso de serviços de pagamento P2P (peer-to-peer / pessoa à pessoa). O P2P economiza tempo dos usuários e está alimentando a confiança em serviços convenientes e de melhor valor. A Accenture afirma que, até 2020, a Geração Z será responsável por 40% dos consumidores nos Estados Unidos, muita coisa mudará nos próximos anos, pode apostar.

A evolução da segurança nos pagamentos

A segurança de dados está no topo da lista de desafios quando falamos em meios de pagamentos. Se a tecnologia evolui, os hackers também não ficam parados. Um dos principais caminhos para evitar golpes é o uso de Inteligência Artificial para detecção de fraudes, minimizando riscos para lojistas, sem inconvenientes para o comprador.

Falando em segurança não podemos deixar de destacar o Blockchain (Dlts). A tecnologia baseia-se em um novo protocolo de confiança e torna possível transferências ágeis de valores entre usuários da plataforma, sem a necessidade de intermediários para assegurar transparência às transações. Uma quebra de paradigmas, principalmente no mercado financeiro, já que estabelece uma via direta entre quem realiza as operações, inibindo taxas e intervenções de agente.

E por fim não posso deixar de falar do Open Banking e lembrar que a liberação de APIs será um ponto chave para a evolução do ecossistema de pagamentos. Em sinergia, bancos, processadores de pagamentos e fintechs vão continuar a pensar juntos na melhor forma de promover transações de forma mais integrada. Sem gaps de experiência para o cliente, a etapa de pagamento deve ser mais fluida, com opções in app ou conectada a outros serviços financeiros.
Vivemos um momento onde as fintechs estão revolucionando o mercado e democratizando o acesso a esses serviços inovadores. Se antes era necessário caçar moedas e cédulas para fazer uma compra no supermercado, em um futuro próximo você nem precisará abrir a carteira para isso.

* Leo Monte, cofundador da GR1D, autor da metodologia de inovação ShakeUP, especialista em Modelos de Negócio de Plataforma, Transformação Digital e Inovação.