* Por Ibmex

Em Empresas Feitas para Vencer (Good to Great), Jim Collins analisa estatisticamente o porquê de empresas do mesmo setor e muitas vezes com tamanhos semelhantes apresentarem resultados extremamente diferentes ao longo do tempo. Afinal de contas, o que diferencia uma boa empresa de uma que é considerada ótima?

Muitos podem ser os motivos para que uma companhia não gere bons resultados, mas, excluindo todas as possibilidades macroeconômicas, algumas características formam um padrão entre as empresas que performaram com múltiplos acima do mercado por um longo período de tempo.

Antes de tudo, quais são as crenças que foram destruídas pelas estatísticas?

Segundo Jim Collins, no começo do estudo sua equipe formulou algumas hipóteses para serem analisadas e testadas e, para a surpresa da maioria, algumas delas foram contestadas pelos dados. Ao contrário do que o time de pesquisadores e uma grande parte dos empresários pensava, foi descoberto que:

  • Para o cargo de CEO, celebridades do mundo dos negócios e executivos trazidos de fora da empresa são inversamente relacionados à transformação da performance de uma organização. Em comparação, 91% das empresas que conseguiram fazer essa mudança tiveram um CEO interno, enquanto a frequência de contratações externas entre o outro grupo foi seis vezes maior.
  • Não há correlação entre a forma de pagamento dos executivos e o aumento da performance das empresas. Ao contrário do que muita gente pensa, o pagamento por meio de participação nos lucros não é, por si só, definidor da transformação do desempenho.
  • As “empresas feitas para vencer” se concentram muito mais “no que não fazer” e “no que parar de fazer” do que “no que fazer”.
  • As mudanças trazidas pela tecnologia não causaram nenhuma alteração na performance nas empresas, somente agilizaram um processo que já estava em curso.
  • Fusões e aquisições não transformam uma boa empresa em uma empresa excelente.
  • A maioria das empresas que viraram o jogo não tinham noção do tamanho da mudança que estavam provocando e, por isso, não fizeram alarme no mercado com o anúncio de suas novas práticas.
  • Nenhuma empresa que conseguiu alavancar seu desempenho estava em grandes setores industriais.

Quais são os diferenciais responsáveis pela transformação de uma empresa?

Liderança Nível 5 – Em seu livro, Jim Collins divide as lideranças em cinco níveis, são eles:

Nível 1 – Contribui por meio do talento e do seu conhecimento para o time;

Nível 2 – Contribui com suas capacidades individuais e trabalha bem em equipe;

Nível 3 – Organiza eficientemente recursos e pessoas em direção aos objetivos do time;

Nível 4 – Catalisa o comprometimento do time por meio de uma visão clara e estabelece padrões elevados de desenvolvimento,

Nível 5 – Constrói excelência profissional misturando competência, comprometimento e humildade. Em geral, as lideranças de nível cinco são mais apagados nas redes sociais (low-profile) e com uma personalidade reservada.

Primeiro quem, depois o quê – Em sua grande maioria, os líderes das “empresas feitas para vencer” se preocuparam primeiramente em colocar as pessoas certas no time e retirar as erradas e, somente depois que o time estava montado, se atentaram ao que tinham que produzir.

Enfrente a verdade nua e crua – Em todos os casos analisados, as empresas possuíam o que foi chamado de “Paradoxo Stockdale”, que é, basicamente, a habilidade de enfrentar a realidade da empresa por mais brutal que ela seja e, ao mesmo tempo, continuar acreditando na capacidade do time e no sucesso da companhia.

Benchmarking externo – Mesmo que esteja nesse ramo por muito tempo, isso não significa que sua empresa é a melhor do mundo na área. Dessa forma, se há a possibilidade de que você não seja o melhor, é impossível usar a própria empresa como benchmark. Por conta disso, a maioria das empresas que conseguiram melhorar seu desempenho espelhavam-se em outros players do mercado.

Cultura da disciplina – Muitas empresas incitam disciplina em seus colaboradores por meio da autoridade. Mas, uma vez instalada a cultura da disciplina, situação em que os empregados entendem a importância de seu trabalho e seu valor para a companhia, a autoridade se faz cada vez menos necessária e, consequentemente, o controle menos excessivo.

Aceleradores Tecnológicos – As “empresas feitas para vencer” jamais baseiam-se em tecnologia para fundamentar uma transformação. No entanto, a maioria delas utilizou ferramentas tecnológicas que foram criteriosamente selecionadas.

Volante e círculo da destruição – Nenhuma das organizações concluiu uma mudança totalmente radical e que alterou todas as bases da companhia. Em 100% dos casos, as transformações feitas foram conduzidas de pouco a pouco e analisando as conjecturas que a empresa já passou.

Conclusão

Dito tudo isso, podemos notar que nem todas as crenças populares sobre o empreendedorismo realmente são sustentadas por dados estatísticos. Além disso, é muito importante dar a devida atenção ao estilo de liderança e a escolha do seu time, ele será primordial e definidor do sucesso ou insucesso da sua empresa.

As conclusões e padrões encontrados por esses estudos estão no livro “Empresas Feitas Para Vencer”, escrito por Jim Collins.


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