* Por Thiago Monsores

Referências quando o assunto é varejo, os shoppings centers precisam, sempre, se atualizar. Os empreendimentos comerciais deste segmento devem estar atentos a tudo que envolve tecnologia, consumo, comportamento e mercado para atrair, cativar e fidelizar seu público. O objetivo deve ser, sem exceção alguma, os clientes. As demais pontas serão impactadas a partir do momento que os consumidores se sentirem representados com as novidades e inovações.

A automatização está cada vez mais presente em shoppings, sempre com o intuito de oferecer mais comodidade e eficiência em serviços simples, como o pagamento do estacionamento, por exemplo. Os clientes, porém, já querem mais do que isso. Facilitar a vida deles é meio que um dever do empreendimento. Chegou a hora de pensar além.

É preciso pensar, também, no propósito das tecnologias utilizadas. Robôs, touchscreen e realidade virtual de nada adiantam se não criarem uma experiência interessante e marcante para o público. Experiência, por sinal, é a palavra de ordem para entender o que os shoppings precisam para se reinventar. Esse é o conceito que permitirá aos gigantes empreendimentos do varejo seguirem fortes ante o comércio online, de rápida expansão há anos.

Algumas ações surgem, timidamente, no Brasil. Aliando a criatividade à tecnologia, é possível, por exemplo, gerar descontos para o consumidor final por meio de QR codes após outras compras. O incentivo incrementa o consumo e traz um preço menor, o que favorece lojistas e consumidores. Além disso, também já é possível simular ambientes e situações para verificar qual tênis se encaixa melhor ao seu estilo de corrida, por exemplo.

Por isso, quem pensa que o varejo online veio para acabar com os shoppings centers e mesmo o varejo tradicional não poderia estar mais enganado. O público está ávido por experiências novas. Toques, visões, odores, sensações, novidades, sensações. Na internet, isso é bastante limitado. Além disso, a questão não é apenas facilitar a compra, mas dar ao consumidor a oportunidade de sentir que está investindo seu dinheiro em um bem que o trará uma experiência agradável. Mais do que isso: ter a certeza que ele sabe, claramente, usar seu novo produto. E que irá indicar o que adquiriu.

No amplo leque da jornada dos consumidores, os shoppings centers acabam saindo na frente, principalmente pela capacidade de reunir em um mesmo ambiente várias destas possibilidades de experiências e sensações. Tirar proveito da tecnologia e da inovação para proporcionar algo além da compra de um produto é a grande cereja do bolo do momento. O futuro está a nossa espera.

* Thiago Monsores é CEO da Umclub, aplicativo que é uma solução completa para shoppings centers: em módulos, é possível ter acesso a serviços de crédito, programas de fidelização, meios de pagamentos, marketplace, big data, entre outros. Foi eleito, em 2015, pela revista Forbes, um dos 30 brasileiros mais influentes do Brasil com menos de 30 anos


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