A América Latina é uma região que tem demonstrado sua capacidade para gerar empresas inovadoras e também programas de fomento ao ecossistema de Startups que valorizam a criação de empregos e empresas locais.

Prova disso é que a maior aceleradora mexicana, StartUp México, comandada pelo seu fundador e sócio, Marcus Dantus, acaba de abrir um campus em São Paulo, na região de Pinheiros, tornando-se a única aceleradora latino- americana a estar presente nas duas maiores economias da região.

Quem está apoiando esse movimento é Matias Vazquez, proprietário de um dos primeiros coworkings do Brasil, o Sharing E.C., que será a sede da StartUp México Brasil. A partir de agora, Matias assume o cargo de Country Manager para desenvolver novos negócios para a aceleradora.

“Esta é uma grande oportunidade que estamos costurando desde 2016, quando fechamos a parceria numa visita que fiz às instalações da SUM. Sempre estivemos monitorando como o Brasil estava sendo visto de lá pra cá e percebemos que este era o momento certo, que a confiança no mercado brasileiro está aumentando”, destaca Matias.

Matias Vazquez e Marcus Dantus na sede da StartUp México – Foto: Divulgação

Para Marcus Dantus, abrir sua primeira sede na América Latina, em especial no Brasil, é muito emocionante. “Buscaremos fomentar a colaboração entre os dois países e seus empreendedores para aumentar nossa competitividade e o crescimento econômico”.

Uma das metas do programa é internacionalizar as startups aceleradas e aproveitar as parcerias internacionais, já que eles estão nos principais mercados consumidores latinos. E por que os empreendedores brasileiros devem olhar para o México como uma opção para internacionalizar seu negócio?

Devido, principalmente, à proximidade dos EUA, garante Matias. “Sempre digo que vender seu produto em dólares é muito melhor do que vender em Reais ou agora, em Pesos Mexicanos. Vá para a Cidade do México e veja como a população está mais “americanizada”, está mais acostumada ao mercado americano e suas nuances”. A StartUp México já tem este processo de entendimento de mercado para que as startups possam fazer algumas alterações necessárias para customizar seus produtos ou serviços. Sim, eles também aceleram produtos.

Matias também destaca que o Vale do Silício não é o único caminho para as Startups e que a América Latina tem um poder enorme ainda inexplorado.

“Temos empresas enormes que não atuam no mercado americano, europeu ou asiático e são unicórnios, como Mercado Livre, Despegar, OLX,  KIO Networks, etc. Além disso, uma empresa saudável é aquela que dá lucro aos seus sócios e investidores, certo? Muitos unicórnios ainda não geram este lucro e estão gerando dores de cabeça a seus investidores, por isso queremos também desmistificar este caminho e mostrar que aqui, na nossa região, podemos fazer muito mais”, finaliza.

Por enquanto o processo de convocação passa obrigatoriamente pelo site mexicano e uma versão para o português já está sendo trabalhada. A primeira convocação deve ser no 2º semestre deste ano.

Sobre o programa, ainda não existe um segmento ou estágio específico de startups que poderão participar do programa, tudo vai depender do projeto e da demanda da aceleradora, mas Matias conta que estão de olhos abertos a tudo que se refira a Inteligência Artificial, fintechs, IoT e serviços.

Por enquanto o processo de convocação passa obrigatoriamente pelo site mexicano e uma versão para o português já está sendo trabalhada. A primeira convocação deve ser no 2º semestre deste ano.

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