A startup de bicicletas elétricas Vela captou R$ 500 mil em apenas 16 dias por meio de um empréstimo coletivo realizado via Rede Dinheiro Consciência, plataforma que conecta diretamente investidores a negócios de impacto socioambiental positivo. A RDC analisou 34 projetos e a Vela foi uma das três empresas aprovadas.

De acordo com o fundador e CEO da Vela Bikes, Victor Hugo Cruz, é uma honra entre os empreendimentos escolhidos pela instituição. “Trata-se de um grupo de pessoas determinadas a encontrar meios e maneiras de se viver com mais qualidade e eficiência. A sensibilização para o potencial da bicicleta elétrica da Vela como um veículo prático, sustentável, saudável eque pode ser o principal meio de transporte, sem dúvida, é muito gratificante”.

Quanto aos planos para o aporte, Victor afirma que o investimento será aplicado no fluxo produtivo da empresa, com foco em atender a demanda em franca expansão. “Vamos investir em estoque, capital de giro e operação. Só este ano inauguramos PocketShops em Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília e ampliamos nossa fábrica, cujo potencial de produção saltou de 60 para 500 bikes por mês. Então esse capital vem para nos ajudar a sustentar esse crescimento”, detalha.

Para Marcos Pedote, porta-voz da Rede Dinheiro Consciência, a Vela oferece uma alternativa inteligente para a grave situação do trânsito e do transporte público nas grandes cidades. “Bicicleta elétrica é uma tendência global e os brasileiros estão cada vez mais convencidos dessa ideia. E o modelo de negócio proposto pela Vela está muito alinhado ao que entendemos ser o coerente, então estamos muito contentes por ajudar a fomentar e incentivar a empresa”.

Desintermediação financeira

A captação da Vela é mais um fruto da tendência de empresas e investidores buscarem alternativas menos burocráticas para acessar capital e mais rentáveis.  A captação por meio de empréstimos, conhecida como Peer to Peer Lending é uma das opções que vem ganhando força no mercado, já que se mostra benéfica tanto para o investidor como para a empresa.

Resumidamente, comparadas às taxas do mercado tradicional, quem investe recebe juros maiores, mas quem pega emprestado, paga juros menores. Há também as taxas das empresas envolvidas na intermediação – no caso, RDC – mas ainda assim a proposta é mais vantajosa para todos. A título de exemplo, quem investiu por empréstimo na Vela, deve receber uma taxa de juros de 198% do CDI. As maiores taxas do mercado não passam de 130%.