* Por Isis Abbud

Nós sabemos que o setor contábil e fiscal das empresas opera com a realidade diária de dezenas de obrigações, regidas por aproximadamente 50 atos legais. No caso de uma grande empresa, em média, isso resulta em mais de 2 mil horas por ano dedicadas apenas ao processo de gestão, apuração e pagamento de impostos.

Por isso, compreender as leis fiscais, contar com uma boa organização de documentos e operar em conformidade com as exigências legais são os primeiros passos para implementar e manter um bom compliance fiscal. E é claro que tudo isso também possibilita vantagens competitivas de mercado, além de proporcionar sustentabilidade na organização empresarial.

Prioridade e desafio para muitas empresas, o compliance fiscal precisa ser encarado como a principal arma para se evitar embaraços na área tributária da empresa. Essa é uma tarefa que exige um planejamento feito por uma equipe altamente comprometida, já que o dia a dia exige atenção aos detalhes, inclusive.

Caso essas responsabilidades sejam geridas incorretamente ou a empresa deixe de armazenar documentos importantes, estes erros podem gerar autuações e severas multas ao empresário, além do retrabalho aos funcionários e do desperdício de tempo. Entre os erros mais comuns estão o não armazenamento do arquivo XML da NFe – que deve ser mantido na empresa por cinco anos – e inconsistências de dados nas notas fiscais.

O compliance fiscal é, portanto, uma peça chave para o bom funcionamento do setor financeiro de toda empresa, desde a micro à gigante. Além disso, contribui por evitar ações fraudulentas ao dar diretrizes para adoção das mais corretas práticas de cumprimento das obrigações tributárias, o que mitiga riscos e adequa a empresa às legislações.

E é claro que uma empresa saudável vai muito além de um fluxo de caixa e obrigações fiscais em dia, mas passar uma imagem de respeito para o mercado também contribui para valorização da companhia. E atender aos processos fiscais, sem dúvida, causa um impacto positivo junto aos clientes, fornecedores, investidores e aumenta a probabilidade de novas parcerias e negócios.

Estar em dia com o fisco também significa ter um bom relacionamento com instituições financeiras, possibilitando melhores chances de negociação em limites de crédito e taxas menores, por exemplo. Com essa postura, a empresa deixa de ter dores de cabeça no setor financeiro e poderá exercer um foco maior nas estratégias de seu negócio para avançar no mercado.

* Isis Abbud é COO e cofundadora da Arquivei, empresa que fornece plataforma de monitoramento, gestão e inteligência de documentos fiscais