* Por Exame.com 

Os benefícios do uso de drones no ambiente rural já são muito difundidos, indo da realização de plantações em áreas extensas até o controle de pragas. O tamanho atual dos dispositivos e a energia consumida – a maioria só consegue voar por cerca de 20 minutos sem precisar ser recarregado – estimulam os pesquisadores a buscar alternativas ao drone para o agronegócio.

Engenheiros da Universidade de Washington anunciaram neste mês a criação de um sistema de sensores que utilizam o ciclo natural de vida das abelhas para monitorar informações de temperatura, umidade e intensidade da luz.

O sistema, chamado Living IoT, permite coletar mais de sete horas de dados quando afixados na parte de trás das abelhas. Os zangões – nome dado às abelhas do gênero Bombus – pesam entre 150 e 200 miligramas e conseguem carregar cargas do seu próprio tamanho ou até maiores.

O Living IoT pesa 102 miligramas, sendo dois terços o peso da bateria, e um terço o peso dos sensores de monitoramento. Veja abaixo o vídeo de divulgação do Living IoT.

A bateria é recarregada por um sistema sem fio quando as abelhas retornam ao ambiente da colmeia.

Ao mesmo tempo, os sensores transferem os dados coletados – a capacidade de armazenamento é de 30 KB – para liberar espaço dos dispositivos usados pelas abelhas.

Por enquanto, o Living IoT não é capaz de realizar filmagens ou atividades mais complexas, como as que já são feitas pelos drones, porém a equipe está animada com os resultados.

Os pesquisadores também deixam claro que não causam danos aos insetos. “Nós seguimos os melhores métodos para cuidar e lidar com essas criaturas”, observou o engenheiro elétrico Vikram Iyer em um comunicado de imprensa.

* Por Ariane Alves para Exame.com