O Startupi realizou, entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro, um Startupi Innovation Tour especial. Desta vez, o grupo foi formado exclusivamente por profissionais de diversas áreas do Sebrae-PE, em uma série de visitas programas e realizadas especificamente para as necessidades deles.

As primeiras visitas do Tour foram realizadas dentro do Co.W. Coworking Berrini. Lá, o grupo pode conhecer de perto como funcionam os processos do coworking, que atualmente funciona em 100% da sua capacidade. “São 42 salas privativas, 82 estações de trabalho no coworking e, hoje, mais de 600 pessoas trabalham aqui”, diz Quitério Melo, community manager do espaço.

O Co.W. foi inaugurado em 2015, em Joinville, e hoje já são cinco unidades, entre São Paulo e a cidade catarinense. Além de conferir aos residentes e todo ecossistema uma programação de palestras e bate-papos com especialistas e também com os próprios empreendedores do espaço, o Co.W Berrini também abriga um Espaço Maker, projeto de aprendizagem criativa voltado para crianças e adultos em parceria com o MundoMaker. Além disso, a proposta do espaço é aproximar as grandes empresas que estão em busca de inovação das startups.

Aceleração

Dentro do coworking também reside a sede latinoamericana do Oracle Startup Cloud Accelerator, programa mundial de aceleração da Oracle que tem como objetivo capacitar startups para receberem a rede de parceiros e clientes da companhia, bem como desenvolverem seus produtos com tecnologia Oracle. A cidade de São Paulo foi a 8º do mundo a receber o programa, que hoje está presente em mais de 10 cidades ao redor do globo.

“Mais de 350 startups já passaram pelo programa mundialmente e, hoje, 62 estão participando da aceleração conosco”, diz Lucas Nobeschi, gerente do programa. As empresas que participam atualmente do programa na América Latina são do Brasil, Mé xico, Argentina, Colômbia, Peru, Guatemala e Chile.

Para ele, o motivo para o programa estar dentro de um coworking e não na sede da Oracle vem da necessidade de estarem sempre conectados ao ecossistema e estarem próximos às inovações que acontecem fora. “Se ficássemos dentro da Oracle com as startups, haveria o risco de, ao final do programa, termos formado ‘pequenas Oracle’. O nosso objetivo não é que as startups participantes incorporem os processos da Oracle, mas sim que elas se beneficiem deles. Por isso, preferimos ficar em um espaço de trabalho compartilhado, onde há diversas outras empresas de tecnologia e o ecossistema, como um todo, está também parcialmente aqui”, explica.

Gigante

No segundo dia de evento, os participantes foram às sedes de algumas grandes empresas de tecnologia de São Paulo para baterem um papo sobre cultura, maketing, processos, escalabilidade e muitos outros assuntos. A primeira parada foi na Movile, holding de alguns dos aplicativos mais utilizados no Brasil, como iFood, Sympla, Playkids, entre outros.

Atualmente, são 11 principais empresas geridas pela Movile, divididas em três principais segmentos: food, education & care e tickets. Quem recebeu a equipe foi Luiz Anjos, head de monetização da empresa. “O poder de cobertura da Movile é gigante, nós impactamos mais de 150 milhões de usuários na América Latina. Nós temos um poder de impacto muito grande”, explica. A companhia é líder em marketplace móvel, “e a nossa missão é transformar a vida de mais de 1 bilhão de pessoas melhor, e a gente pretende, até 2020, estar impactando esta quantidade de pessoas. Hoje, mundialmente, impactamos mais de 300 milhões de usuários”, explica Luiz, afirmando que hoje o valuation da Movile é algo próximo a US$1 bilhão.

Além de contar um pouco sobre a história da empresa e falar sobre os planos para o futuro da Movile, Luiz também falou aos participantes do Startupi Innovation Tour sobre a importância de os empreendedores olharem para outros mercados gigantes, além do Vale do Silício, na hora de procurarem modelos e inspirações para seus negócios. No vídeo abaixo, ele fala um pouco mais sobre este tema, confira:

Fintech

Um dos mercados mais quentes do ano foi o das fintechs. Para conhecer de perto como funciona uma startup financeira, o Tour desembarcou na sede da Neon Pagamentos. Quem recebeu os participantes Alexandre Alvarez, CMO da startup.

A empresa começou sua trajetória em 2015, como uma startup de cartões pré-pagos chamada Contro.ly. Hoje, o Neon atua como uma fintech de pagamentos completa, atualmente em parceria com o banco Votorantim, e se tornou um dos primeiros bancos 100% online do Brasil.

Para ele, o que diferencia o Neon dos bancos tradicionais é, principalmente, a praticidade que é tipicamente encontrada em startups. “Nossos clientes, em sua maioria jovens de 25 a 34 anos, consomem serviços e produtos que facilitem a vida deles, não o contrário. Todo mundo aqui dentro da empresa tem a capacidade de resolver os problemas dos clientes, não há essa hierarquia que existe em grandes bancos. Por isso, conseguimos ter mais agilidade e oferecer aos clientes a melhor experiência possível, sempre”, diz.

Hub

O grupo fechou os dias de visitas dentro do novo prédio do CUBO, hub de inovação do banco Itaú e da Redpoint eventures. O espaço foi inaugurado em agosto deste ano, com três vezes o tamanho e capacidade do primeiro prédio da iniciativa, inaugurado há três anos.

“São 14 andares e uma área de 20 mil m². Por aqui, passam diariamente 2 mil pessoas”, diz Manuella Borges, assessora do espaço. O Cubo tem uma capacidade de alocar até 1250 pessoas em seu espaço, e até 210 startups. Com menos de três meses de inauguração, há são 86 tartups e 630 estações de trabalho ocupadas.

Durante a visita, os participantes puderam acompanhar um breve pitch da PinPeople, startup de gestão de experiência do colaborador que impacta mais de 80 mil profissionais por meio de sua solução de inteligência artificial para coleta de dados sobre performance e satisfação dos empregados de uma empresa.

“O Cubo não prioriza nenhum segmento de startup. Para nós, o objetivo é que as startups que estejam aqui dentro sejam B2B ou B2B2C e que tenham fôlego suficiente para fazer negócios com grandes empresas e colaborar de alguma forma com o ecossistema”, explica.

Embora haja empresas de todos os mercados residentes no Cubo, há cinco segmentos que recebem uma atenção mais específica em seus andares: fintech, saúde, educação, indústria 4.0 e varejo. O prédio também comporta a realização de cerca de 10 eventos simultaneamente, de diversos portes. “O que queremos aqui é que as startups e todos os players desse ecossistema – grandes empresas, universidades, empreendedores, investidores, centros de inovação etc -, se unam em um único propósito”, finaliza.

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